Massa não ficou frustrado, mas bem preocupado

liviooricchio

20 de julho de 2008 | 18h01

20/VII/08
GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Hockenheim

O terceiro lugar de Felipe Massa, ontem, não gerou frustração, apesar de largar em segundo e estar a 4 pontos do líder do Mundial, mas grande preocupação. Não reconheceu como seu companheiro, Kimi Raikkonen, sexto colocado, que afirmou: “Agora a McLaren está na nossa frente”. Massa preferiu dizer que a hora é de trabalhar ainda mais. “Hoje não era o nosso dia. Espero que essa diferença de desempenho para a McLaren tenha uma razão.”

O vencedor, Lewis Hamilton, fez o primeiro pit stop na 18ª volta. Massa, em segundo, estava 11 segundos e 74 milésimos atrás na passagem anterior. Fez sua parada na 20ª. A média é de quase 7 décimos de segundo mais lento por volta. Absurda para a igualdade existente até então entre Ferrari e McLaren.

“Alguma coisa não funcionou no carro, nosso ritmo era inferior não só ao da McLaren, mas de outros times também. No fim, não consegui nem me aproximar do Nelsinho porque estava com problema nos freios”, explicou Massa. “Estou feliz por ele. Lembro do meu primeiro pódio (3º lugar no GP da Europa de 2006), isso pode ajudar um piloto a crescer, evoluir mais rápido como aconteceu comigo e é o que desejo ao Nelsinho.”

A vitória de Lewis Hamilton o levou à liderança isolada do campeonato, com 58 pontos, diante de 54 de Massa e 51 de Raikkonen. Nos testes realizados em Silverstone, antes do GP da Grã-Bretanha, a McLaren introduziu importantes modificações no seu modelo MP4/23 e o programa de desenvolvimento “para se aproximar da Ferrari”, segundo o inglês, teve a segunda fase nos treinos de Hockenheim, na semana anterior à corrida, ontem.

“O Hamilton me ultrapassou sem maiores dificuldades (56ª volta) porque estava muito mais rápido. Resisti pouco para evitar riscos. Eles melhoraram bastante. Mas nós também podemos evoluir. Ainda na França nós estávamos na frente deles.” Na etapa de Budapeste, a próxima, dia 3, as chances de a McLaren se dar melhor são boas tendo em conta a grande vantagem imposta aos italianos ano passado. “Nosso carro é outro, bem superior àquele, e lá costuma ser quente, o que pode ser bom para nós”, comentou Massa. A Ferrari demonstrou maior adaptação ao calor que a McLaren, este ano.

“Precisamos compreender a razão de não termos sido rápidos hoje”, afirmou Luca Baldisseri, chefe da equipe. “Entender se há um ou alguns fatores que justifiquem a diferença de velocidade entre nosso carro e o do nosso principal adversário.” Se compreenderem que esse fator é a maior evolução do modelo inglês, a hora será de reduzir os estudos do carro de 2009 no único túnel de vento da Ferrari para melhorar o atual.

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