Massa se apresentará em Hockenheim como se nada tivesse acontecido em Silverstone

liviooricchio

10 de julho de 2008 | 21h02

10/VII/08

Não por ter feito o primeiro tempo, hoje, quinta-feira, nos testes de Hockenheim, mas por seu histórico, usando como referência o ocorrido este ano mesmo. Não vejo razão para Massa não realizar outro bom trabalho no GP da Alemanha, dia 20, a exemplo das seis etapas anteriores ao GP da Grã-Bretanha, em que somou 48 dos 60 pontos possíveis.

Ele nos disse, em Silverstone, que não leva para outra corrida os efeitos da anterior, danosos, como foi o caso, ou empolgantes. E é assim que vejo sua participação na décima prova da temporada, em Hockenheim.
Não escrevi, ainda, como gostaria: as cinco rodadas de Massa na pista inglesa, domingo, se deram em fase de aceleração. Como estava mais para trás na classificação da corrida, sua ansiedade parece ter-se manifestado de novo. Na tentativa de ser mais veloz, exigia um pouco a mais do que sua Ferrari permitia para aquela condição de pouca aderência do piso.

Quem sou eu, por favor, para pretender dizer o que um piloto de Fórmula 1 deve fazer? Soaria ridículo e presunção demais. Não é o caso. Mas se eu tivesse de encontrar uma explicação para os erros de Massa no GP da Grã-Bretanha, apontaria, como espectador, esse: dificuldade de controlar o carro sem controle de tração no asfalto molhado, mas sob a pressão de ter de recuperar posições.

O primeiro equívoco se deu ainda na primeira volta e o segundo, logo depois, o o que corrobora com a minha tese. Se Massa tivesse largado mais à frente, estivesse mais perto da dupla da McLaren, Heikki Kovalainen e Lewis Hamilton, líderes àquela hora, penso que sua performance seria melhor. Ao menos as chances de errar seriam menores.

As condições em Mônaco eram igualmente desafiadoras. Pista molhada e grades ao lado do asfalto caso o carro derrapasse um pouco que fosse. Mas o piloto da Ferrari até abria de seus concorrentes enquanto havia pouca aderência na prova do principado. Se Massa estivesse mais para trás na classificação em vez de na primeira colocação, sua história sugere que seu desempenho talvez fosse mais fraco.

Apesar da má imagem deixada em Silverstone, Massa se apresentará na Alemanha como se nada tivesse acontecido. É um dos seus pontos fortes: a capacidade de reação, não permitir que eventual moral atingido o lance para baixo na experiência seguinte. E se no GP da Grã-Bretanha a Ferrari ficou, como disse Kimi Raikkonen, até um pouco abaixo da McLaren, esse não deverá ser o caso em Hockenheim. Há uma nítida tendência de os italianos se imporem novamente, ou seja, Massa e Raikkonen disporem de um conjunto levemente superior ao da concorrência.

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