Massa, sob pressão para reagir

liviooricchio

20 de julho de 2007 | 15h57

20/VII/07
GP da Europa
Livio Oricchio, de Nurburg, Alemanha

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Hora da verdade para Felipe Massa na Fórmula 1. Qualquer possibilidade de um bom resultado no GP da Europa, amanhã no circuito de Nurburgring, Alemanha, passa por uma bela performance, hoje, na sessão que definirá o grid da prova, décima da temporada. Nas duas últimas etapas do campeonato, França e Grã-Bretanha, Kimi Raikkonen, companheiro de Ferrari, venceu e o ultrapassou na classificação. Massa é, agora, apenas o quarto dentre os quatro que lutam pelo título.

“Eu já saí de situações desfavoráveis este ano. Na Austrália quebrou o câmbio na tomada de tempos e o Kimi ganhou a corrida. E depois na Malásia, por ter cometido um erro ao tentar ultrapassar o Lewis Hamilton, fiquei em quinto”, explicou Massa. Após as duas primeiras etapas, Austrália e Malásia, Raikkonen tinha 16 pontos diante de apenas 7 de Massa, lembra o empresário do piloto, Nicolas Todt.

Há mais profissionais da Ferrari que acreditam na recuperação de Massa, como Stefano Domenicalli, diretor-esportivo. “Felipe demonstrou enorme caráter ao vencer com pole position e melhor volta em Bahrein depois de ter sido profundamente criticado pelo episódio da Malásia.”

Sem desejar diminuir o feito de Raikkonen, Massa argumenta que caiu de favorito no início do ano para o quarto lugar em seguida à prova de Silverstone por fatores que não o da pilotagem em si. “Em Magny-Cours o tráfego impediu de eu vencer e em Silverstone tive problema com a combustão do motor, que o fez apagar antes da largada e sair dos boxes. Seria no mínimo o segundo lá.” Não se sente fora da luta: “De maneira alguma.”

Para os espanhóis, Fernando Alonso, da McLaren, disse não ter afirmado, aos ingleses, que seu parceiro, Lewis Hamilton, é o favorito para ser campeão, como a imprensa do país de Hamilton chegou a espalhar a notícia em Nurburgring. “O que falei foi que como ele tem mais pontos, suas chances são maiores, só isso. Mas a luta será apertada até o fim. Não creio que ele não enfrente uma única vez problemas com seu carro como eu os pilotos da Ferrari já tiveram.” Hamilton lidera o Mundial com 70 pontos, seguido por Alonso, 58, Raikkonen, 52, e Massa, 51.

Ontem, nas duas sessões de treinos livres do GP da Europa, Ferrari e McLaren deram uma mostra de que a luta pela vitória deverá ser ainda mais apertada que em Silverstone. Pela manhã Hamilton foi o mais rápido, 1min32s515, o melhor tempo do dia. Mas entre uma e outra sessão choveu forte e a pista tornou-se mais escorregadia. A previsão é de melhora para o fim de semana. À tarde, Raikkonen ficou em primeiro, 1min33s339, seguido por Hamilton, 1min33s478, Massa, 1min33s590, e Alonso, 1min33s637. A diferença do finlandês para o espanhol foi de apenas 298 milésimos.

“As duas equipes vão estar muito próximas aqui. A classificação será decisiva. Teremos de definir uma estratégia não agressiva demais e também não muito conservadora”, comentou Massa. Reclamou não ter explorado os pneus macios ao máximo por causa do tráfego. Já Rubens Barrichello, da Honda, falou que o 14º tempo, à tarde, não refletiu o potencial da Honda em Nurburgring. “Usei o segundo treino para escolher os pneus e trabalhei pouco no acerto do carro.” Jenson Button, o companheiro, pôde ir mais longe e obteve o oitavo tempo.

Nelsinho Piquet afirmou com todas as letras: “Só se eu fosse louco.” Respondia sobre os rumores de que estaria negociando com a Spyker para substituir Christjan Albers. Em Nurburgring está correndo no lugar do holandês, dispensado, o alemão Markus Winkelhock, estreante na Fórmula 1. Seu pai, Manfred, correu de 1982 a 1985. Morreu num acidente com um Porsche 962, de Sport Protótipo, no circuito de Mosport Park, no Canadá.

FIM

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