McLaren garante que erro não mudou vencedor da corrida

liviooricchio

23 de agosto de 2009 | 19h05

23/VIII/09
GP da Europa
Livio Oricchio, de Valência

De um lado está a explicação de Martin Whitmarsh, diretor da McLaren, de que o erro da equipe no segundo pit stop de Lewis Hamilton não alterou o resultado do GP da Europa. Do outro, a expressão do piloto, que apesar do discurso de apoio aos mecânicos parecia bastante chateado com o ocorrido. Na sua mente, jogou fora a vitória ali.

“Eu estava tentando economizar gasolina ao máximo porque Rubens pararia depois de mim”, explicou o campeão do mundo. Whitmarsh disse que os técnicos concluíram que Hamilton poderia dar uma volta a mais. Mas o piloto já havia sido chamado para box. Era a 37.ª volta de um total de 57. Os mecânicos trabalharam com a informação de que Hamilton pararia depois e estavam prontos para receber, segundo Whitmarsh, o seu companheiro, Heikki Kovalainen.

“Quando me comunicaram para seguir em frente, não entrar mais no box, era tarde, eu já havia cruzado a linha branca de acesso”, falou Hamilton. No espaço de tempo da entrada do box até a parada, a equipe não conseguiu entrar na garagem e levar para fora os pneus de Hamilton a tempo. Por isso, o piloto teve de esperar os seus pneus chegarem, o que lhe gerou um pit stop de 13,4 segundos em vez dos 8 ou 9 esperados. Rubens Barrichello fez seu segundo pit stop na sequência e ganhou a liderança de Hamilton para vencer o GP da Europa.

“Não foi ali que perdemos a corrida. Simplesmente não tivemos o ritmo que imaginávamos. Rubens vinha tirando a diferença para Lewis”, contou o diretor da McLaren. Hamilton não culpou ninguém, defendeu até o grupo, mas estava com cara de poucos amigos o tempo todo depois da corrida. “Demos um grande passo adiante nas duas últimas etapas em razão do esforço de todos, isso é o mais importante. Ganhamos e perdemos juntos.”

Falou mais: “Essas coisas acontecem. É apenas a segunda vez desde que corro na equipe, por isso esses rapazes merecem todo nosso apoio.” Reconheceu, também, que o sistema de recuperação de energia (Kers) contribuiu bastante para a boa performance da McLaren nos 5.419 metros do traçado espanhol, dotado de longos trechos de aceleração plena, apesar de ser de rua.

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