McLaren larga na frente na Hungria

liviooricchio

27 de julho de 2012 | 19h24

27/VII/12
Livio Oricchio, de Budapeste

Antes de largar amanhã para as 70 voltas da prova no circuito Hungaroring, os 24 pilotos que disputam o GP da Hungria, primeira etapa da segunda metade da temporada, entram na pista hoje para a concorrida sessão de classificação. “A maior diferença para os anos que corri é não mais ser preciso largar na primeira fila para vencer, mas penso que aqui em Budapeste será essencial”, disse Kimi Raikkonen, da Lotus, segundo nos treinos livres de ontem e com a autoridade de já ter estabelecido pole position, na Hungria, em 2006, e vencido em 2005, ambas com McLaren. Portanto, muito do que deverá ocorrer amanhã será decidido hoje, na definição do grid.

A Pirelli pode produzir pneus que favoreçam o espetáculo, por propositadamente terem breve vida útil, e a FIA introduzir o flap móvel (DRS) e o Kers, sistema de recuperação de energia, para facilitar as ultrapassagens, e de fato funcionam, mas em traçados como o de Hungaroring ainda hoje ganhar a posição de um adversário é bastante difícil. Raikkonen já compreendeu que a Fórmula 1 está mesmo diferente, porém para a etapa de Budapeste não vale tanto. “Felizmente parece estarmos muito fortes aqui”, afirmou o finlandês, campeão do mundo de 2007. O GP da Hungria é a prova onde há mais finlandeses. “Este é a minha corrida de casa”, diz o piloto da Lotus.

Se Raikkonen está animado com a possibilidade de conquistar a primeirta vitória da Lotus na temporada, já deve ter visto que Lewis Hamilton e Jenson Button, da McLaren, serão concorrentes duríssimos. Hamilton foi o mais veloz, ontem, nas duas sessões livres e surge como o favorito para conquistar hoje a pole position. O inglês já obteve duas poles e duas vitórias no traçado húngaro de 4.381 metros com 14 curvas e de baixa velocidade média. “Adoro essa pista e meu carro está rápido, como já estávamos na Alemanha”, falou Hamilton. “Largar na frente será muito importante.”

O piloto da McLaren lembrou, contudo, que em razão da chuva, à tarde, a exemplo dos demais pilotos não pôde testar a durabilidade dos pneus supermacios. Os pneus a disposição no GP da Hungria são os supermacios e os médios. Foi a terceira sexta-feira seguida na Fórmula 1 que chove no treino da tarde. Em Silverstone e Hockenheim o asfalto também esteve molhado. De manhã, com o circuito seco, Button ficou com o segundo tempo, ontem, ratificando a evolução da McLaren com a nova versão do modelo MP4/27. “Venci meu primeiro GP aqui, sempre será especial para mim”, comentou Button. Ganhou a edição de 2006, com Honda. “Estamos muito competitivos, vamos lutar pela vitória.”

Se na Lotus e na McLaren o clima é de enorme expectativa, na Red Bull há apreensão. Nas duas sessões Sebastian Vettel e Mark Webber estiveram sempre bem distantes dos mais rápidos. “Não há nenhuma relação com a proibição do nosso programa de gerenciamento do motor”, afirmou o alemão. A FIA proibiu a Red Bull de usar um programa que gerava, em parte, o efeito do controle de tração, além de benefícios aerodinâmicos. “Temos de mexer bastante no carro para torná-lo mais equilibrado”, explicou Webber, apenas 13.º ontem à tarde. A classificação, hoje, e principalmente a corrida, amanhã, vão responder a extensão do dano gerado pela proibição do programa da Red Bull.

A Ferrari dá a entender não poder entrar na luta pela pole position, hoje. E Fernando Alonso sabe que McLaren e Lotus vão opor enorme resistência a sua quarta vitória no campeonato. Os treinos sugeriram ser dificil, desta vez, para a Ferrari, em condições normais, ser mais veloz que a McLaren. Felipe Massa, companheiro de Alonso, gostou do comportamento do F2012. “Começamos bem.” Ficou em quarto e Alonso em quinto. Bruno Senna, da Williams, precisa aproveitar hoje o bom carro que possui em Budapeste, conforme atesta o terceiro tempo registrado ontem à tarde, e obter uma colocação no grid mais à frente do 13.º lugar, a sua melhor este ano.

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