Médico tem projeto pronto para o antidoping. CBA diz que faltam dados.

liviooricchio

20 de fevereiro de 2008 | 12h02

20/II/08
As declarações de Renato Russo, de que a introdução do exame antidoping no automobilismo brasileiro é necessária e urgente, talvez apresse a aprovação do projeto entregue por Dino Altman, médico-chefe do GP do Brasil de Fórmula 1 e da Stock Car, ao presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Scaglione, apesar dos desencontros entre o que diz um e outro.

“Repassei há um ano estudo para a CBA, baseado no padrão FIA, de como fazer o exame no Brasil. E até agora estamos esperando a aprovação”, afirma Altman. “O investimento inicial é elevado, mas recebemos autorização do Carlos Col (promotor da Stock Car) para a aquisição dos frascos gravados a laser, entre outras providências.” Segundo Altman, a CBA teria de aprovar o projeto para que outras medidas, como treinar pessoas para acompanhar os escolhidos para o exame, pudessem ser tomadas.

Scaglione diz que há dificuldades para sua implantação, como o credenciamento de um laboratório especializado. “É um problema técnico.” Mas vale a colocação: outros esportes em que o doping de fato altera o desempenho de seus praticantes, como atletismo, ciclismo, natação, futebol, realizam no Brasil exames regularmente, há tempos.

E é baseado nos aspectos de que no automobilismo as drogas não interferem no auxílio da performance que se baseia Scaglione para não demonstrar grande preocupação, embora apoie a implantação do exame. “Temos de estar atentos não com eventuais vantagens, mas com a integridade dos pilotos”, diz o dirigente.

O presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTDN), Nestor Valduga, inseriu no regulamento da Stock Car,neste ano, o exame antidopagem. Resta saber como realizá-lo diante das indefinições que cercam o tema.

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