Nasr inicia bem sua temporada na GP2

liviooricchio

24 de março de 2013 | 04h55

24/III/13
Kuala Lumpur

Antes ainda da etapa de abertura do campeonato da GP2, ontem aqui na Malásia, Felipe Nasr nos disse que iria correr pensando em ser veloz, lógico, mas essencialmente em ser campeão. E tanto sábado, na primeira corrida, como hoje, na segunda, Nasr, da equipe Carlin, seguiu ao pé da letra seu plano: hoje terminou em ótimo segundo, 832 milésimos apenas atrás do vencedor, o monegasco Stefano Coletti, da Rapax, e sábado obteve a quarta colocação na corrida vencida pelo suíço Fabio Leimer, da Racing.

Com os resultados do fim de semana, Coletti, terceiro sábado, lidera o campeonato, com 36 pontos, seguido por Leimer, que hoje não marcou pontos, por ter errado, com 25. Nasr é o terceiro colocado, com 24. A próxima etapa será dia 13 de abril, sábado do GP de Bahrein de Fórmula 1.

Apesar do saldo do GP da Malásia ter sido positivo, Nasr não estava totalmente satisfeito depois da corrida. “Precisamos melhorar o nosso consumo de pneus. Na metade da prova os traseiros já davam sinais de desgaste, apesar do cuidado que tive com eles.”

A Pirelli distribui na GP2 pneus duros e moles a cada etapa e suas características são semelhantes aos da Fórmula 1, a fim de já preparar os pilotos para o que vão enfrentar no Mundial.

Na corrida de hoje Nasr não se preocupou em acompanhar o líder Coletti a menos de dois segundos. “Sabia que nas voltas finais quem estivesse com os pneus em melhores condições teria importante vantagem”, explicou. Além de ser um piloto rápido, Nasr se caracteriza pela visão de corrida e consciência do que faz na pista, algo que normalmente aos 20 anos, ao menos nesse nível, não é comum. Na Fórmula 1 um piloto com sua formação tende a se dar melhor que um apenas velocista.

O carro da Rapax de Coletti, no entanto, não degradou demasiadamente os pneus como esperava Nasr e o monegasco pôde cruzar a linha de chegada imediatamente à frente de Nasr. Uma volta a mais e provavelmente Nasr teria condições de tentar a ultrapassagem.
“Nosso carro é ótimo, mas temos que evoluir nesse aspecto, preservar mais os pneus.”

O então favorito dos ingleses para ser campeão, James Calado, da Art, foi segundo sábado e hoje por pouco não fere com seriedade o colombiano Julian Leal, da Racing. No início da corrida calculou mal o ponto de freada do pelotão a sua frente, colidiu na traseira de Lemer e seguir reto na direção da curva 4, acertando em cheio o Dallara-Renault de Leal. Por sorte, no aerofólio dianteiro. Se atingisse a lateral do cockpit, naquele ângulo frontal, a extensão dos danos ao piloto não seriam pequenas. Calado é o quarto no campeonato, com 18 pontos.

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