Nelsinho desconhece rumor de que corre risco na Renault

liviooricchio

21 de maio de 2008 | 14h59

21/V/08
Livio Oricchio, de Mônaco

No Brasil, a declaração do coordenador da Renault, Steve Nielsen, de que Nelsinho Piquet precisava reagir e obter melhores resultados, gerou dúvidas a respeito de sua permanência na equipe. Ontem, o piloto e dirigentes do time francês demonstraram surpresa com o fato. “Não se pode fazer um juízo definitivo de um piloto jovem depois de cinco corridas”, afirmou Denis Chevrier, chefe dos engenheiros de motor.

O próprio piloto comentou desconhecer os rumores de que Takuma Sato o substituiria, como chegou a ser noticiado. “Nossa equipe tem coisa mais importante para pensar, como melhorar o carro, do que prestar atenção em um monte de bobagem que a impresa fala”, disse Nelsinho. “Pressão existe, claro, é normal, mas a imprensa multiplica isso por dez.” Está tendo um início de Mundial complicado, “principalmente porque meu companheiro é o Fernando Alonso, um dos melhores do mundo”.

Ao contrário do pai, Nelsinho diz gostar do traçado de Mônaco. Disputou a prova da GP2 duas vezes nas ruas do principado. “Apesar de não ter terminado as duas corridas, por problemas no carro, gostei muito da pista, em especial porque havia retornado de Macau, que é bem pior.” Já a partir de hoje Nelsinho tem uma chance de começar a corresponder mais ao que se espera dele, nos primeiros treinos livres do GP de Mônaco.

A entrevista de Lewis Hamilton, ontem, foi bastante concorrida. O ótimo desempenho no GP da Turquia, segundo colocado, mudou o ânimo da McLaren, como disse. E ganhar o GP de Mônaco continua um sonho: “É uma corrida que eu sempre desejei vencer. Ano passado quase cheguei lá.” Acabou num controverso segundo lugar, atrás de Alonso, companheiro na McLaren. A equipe mudou sua estratégia para impedir a luta com o espanhol. Foi político ao falar do comportamento de seu time em 2007: “Acho que agiram certo”.

Da abertura do calendário, na Austrália, até agora, o GP de Mônaco é onde suas chances de ser primeiro são maiores, apesar de ter vencido em Melbourne, nos erros da Ferrari. “Seremos fortes, sim, mas acredito que a Ferrari este ano estará bem mais próxima.” A McLaren terá uma ajuda em Mônaco: voltou a ocupar o box número 5 e não o último, como em Istambul. A tendência é de enfrentar menos tráfego nos boxes.

Hoje Max Mosley visitará o paddock de Mônaco. O presidente da FIA saberá dia 3, na Assembléia da entidade, em Paris, se continua no cargo depois do escândalo sadomasoquista em que se envolveu. Os diretores das equipes vão evitá-lo. Poderá ser constrangedor para todos.

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