Nelsinho faz boa corrida. Rubinho ultrapassa limite de velocidade nos boxes.

liviooricchio

23 de março de 2008 | 13h17

23/III/08
GP da Malásia
Livio Oricchio, de Kuala Lumpur

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Nelsinho Piquet disputou ontem seu primeiro GP. Como ele mesmo disse quinta-feira, a experiência de Melbourne, uma semana antes, serviu apenas como “experiência”. Largou em 13º no circuito de Sepang, manteve-se num ritmo não distante do companheiro de Renault, Fernando Alonso, não errou e recebeu a bandeirada, seu maior objetivo, ontem, em 11º.

Mas a exemplo do que aconteceu no GP da Austrália, tanto o piloto quanto a assessoria de imprensa da Renault demonstraram amadorismo não compatível com o profissionalismo extremo da Fórmula 1. Nelsinho abandonou o autódromo pouco tempo depois do fim da corrida, sem falar com ninguém da imprensa. O que Nelsinho está ganhando com isso é, de cara, a antipatia de parte importante da imprensa internacional. Ao menor erro na pista, já é possível se ouvir gargalhadas na sala de imprensa.

Rubens Barrichello tem sido importante nessa fase de reestruturação da Honda, como disse Ross Brawn, novo homem-forte da equipe. Mas talvez fosse o caso de Rubinho refletir sobre os erros de novato cometidos ontem e na Austrália. Sem dispor de um carro mais eficiente como em Melbourne, Rubinho andou sempre atrás de novo. “A quebra do câmbio sexta-feira de manhã fez com que tivesse menos tempo para acertar o carro para a corrida, me prejudicou.”

Na 46ª volta, no segundo pit stop, excedeu o limite de 60 km/h na área de box, quando era o 12º. No GP da Austrália, não observou o sinal vermelho na saída de box. “Perdi uma posição ao cumprir o drive-through. Aqui na Malásia a faixa que estabelece a área de limite de velocidade não é muito clara”, explicou. A Honda está levando para a Inglaterra, sua sede na Europa, algumas constatações: “Nosso carro tem menos problemas do que parecia e mostrou-se bastante confiável nas duas corridas”.

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