Ninguém segura Jenson Button

liviooricchio

24 de maio de 2009 | 16h17

24/V/09
GP de Mônaco
Livio Oricchio, de Mônaco

Não há como não começar a pensar: Jenson Button venceu ontem, em Mônaco, pela quinta vez na temporada e, apesar de ser apenas a sexta etapa do campeonato, dá toda a impressão de que será o campeão do mundo. Rubens Barrichello completou a terceira dobradinha da Brawn GP, a segunda seguida, enquanto a Ferrari disputou sua melhor corrida até agora este ano: Kimi Raikkonen completou o pódio e Felipe Massa, muito combativo, ficou em quarto.

“Tenho de pensar prova a prova, ainda é muito cedo para falar em título. Não penso nisso, estou vivendo intensamente cada momento deste ano incrível e vencer aqui em Mônaco é diferente do que havia dito quinta-feira”, disse Button, agora com 51 pontos diante de 35 de Rubinho. “Falei que seria como outro GP, mas não é, tudo é especial, único nesse circuito, daqui a pouco vou me encontrar com o príncipe”, disse Button. Dos 55 pontos possíveis, o competente inglês de 29 anos obteve 51.

Largar na pole position mostrou-se determinante para a conquista de ontem, ainda que Rubinho teve problemas com os pneus e não pôde, quem sabe, lutar pelo primeiro lugar. “Pouco antes do meu primeiro pit stop meus pneus também se degradaram, mas Rubens enfrentou o problema mais cedo, segurou Raikkonen atrás de si e eu pude abrir importante vantagem”, comentou Button. Quando Rubinho fez sua primeira parada, na 16.ª volta, uma antes do companheiro, a diferença já era de 12 segundos e 590 milésimos.

Os dois pilotos da Brawn estavam com pneus supermacios no início e colocaram os duros depois do primeiro pit. Raikkonen reclamou da Ferrari por perder o segundo lugar para Rubinho na largada. Ele estava com pneus duros. “Não é a primeira vez que me acontece isso, temos de rever a estratégia para o futuro.” Suas pretensões no GP de Mônaco, desta vez sem safety car, eram grandes. “Se tivesse largado melhor poderia pensar em vencer, estou desapontado”, afirmou o finlandês.

Massa correu com a faca entre os dentes, ainda inconformado com a quinta colocação no grid. “Na largada o Sebastian Vettel (Red Bull), quarto, me empurrou até o muro e na sétima volta, na tentativa de passar o Vettel, freei tarde na chicane depois do túnel.” Como ganhou a posição do alemão, ao cortar a chicane, precisou permitir a ultrapassaem de Vettel. “Fiz uma besteira, deveria ter colocado o carro no lado esquerdo para o Vettel me passar pela direita, mas como fiz o Nico Rosberg (Williams) me passou também”, explicou o piloto da Ferrari. Só ganharia a posição de Rosberg no primeiro pit stop, na 20.ª volta.

No fim, Massa só não terminou em terceiro porque Button saiu na sua frente ao deixar os boxes após a segunda parada, na 51.ª volta. “Eu estava virando em 1min15s, fiz melhor volta da corrida (1min15s154, na 50.ª volta), e de repente passei para 1min17s.” Raikkonen havia parado na 53.ª volta e Massa ficou na pista até a 56.ª. “Daria para ficar na frente do Kimi, sem dúvida”, afirmou Massa.

A próxima etapa será na Turquia, onde Massa venceu as três últimas edições da prova. “Teremos novidades no carro, acho que dá para pensar em enfrentar a Brawn GP”, apesar de reconhecer, depois, de que Red Bull também vai andar bem em Istambul. Nelsinho Piquet, da Renault, ficou louco da vida com o novato Sebastien Buemi, da Toro Rosso. Ainda na décima volta, de um total de 78, o suíço de 20 anos errou na freada da primeira curva e colidiu na traseira da Renault, causando o abandono de ambos.

“Eu queria matar ele. Mas foi grande ao vir pedir desculpas.” Nelsinho marcaria pontos. “O Fernando Alonso foi sétimo com uma estratégia ruim. Eu estava bem perto dele com estratégia bem melhor, faria meu primeiro pit stop perto apenas da 40.ª volta, ficaria na frente dele.”

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