Nos falamos já de Valência

liviooricchio

20 de junho de 2012 | 19h46

20/VI/12
Livio Oricchio, de Valência

Olá amigos. Escrevo já de Valência, onde cheguei há pouco. Por volta das 20 horas, no meu horário, cinco horas a mais em relação a Brasília, a temperatura era de 29 graus Celsius. O motorista de táxi que me trouxe do aeroporto ao hotel disse-me que no início da tarde fez 34 graus. Vi há instantes na TV que não existe previsão de chuva para sábado e domingo e que o calor deverá continuar elevado, mas não como hoje. Vale lembrar como os pneus Pirelli são sensíveis às variações de temperatura, o que acaba por condicionar comportamento bastante distinto dos carros, tornando impossível qualquer previsão, como deseja o promotor do espetáculo, Bernie Ecclestone.

Como para vir a Valência voei de Nice a Zurique e de lá para cá e tivemos atraso tanto na saída da França com na da Suíça, a viagem foi longa. Acessei à internet e vi a reportagem que minha amiga Bianca Garloff fez com Stefano Domenicali no paddock sobre a raia olímpica, em Montreal, no mesmo local onde o entrevistei no ano passado. E vi que Bernie Ecclestone estava com eles.

Dessa conversa saiu a frase de Domenicali que hoje reverberou pelo mundo esportivo: “Alonso e Vettel podem compartilhar a mesma equipe”. Posso imaginar quantas vezes vão perguntar aos dois, amanhã, no paddock, se aceitariam ser parceiros. Pessoalmente não acredito nessa hipótese. Alonso é brilhante, Domenicali sabe dispor do piloto mais completo em atividade e colocá-lo ao lado de outro excepcional, embora não tanto quanto o espanhol, pode desestabilizar a escuderia. Não há necessidade de correr o risco porque Alonso é uma garantia de resultado. É por isso que não acredito na dupla Alonso-Vettel na Ferrari. Embora, claro, do ponto de vista promocional seria bárbaro.

Sabe o que Alonso pensa de Vettel? “Com um carro normal, não é um marciano”. Quis dizer que com o atual modelo da Red Bull é muito capaz mas não de realizar proezas como a do ano passado em que, com o escapamento aerodinâmico, impôs assustadora hegemonia aos concorrentes.

Amanhã nos falamos já do Circuito da Comunidade Valenciana, onde apesar de ser de rua suas instalações são excelentes. A sala de imprensa, por exemplo, talvez seja a mais espaçosa e funcional. Não tive tempo de ver ainda a programação de música clássica do Palácio das Artes, edificação exuberante da cidade, assinada pelo conceituado arquiteto Santiago Calatrava. Deem uma olhadinha na internet, recomendo. Assisti lá há dois anos a ópera Carmen, de Georges Bizet. O diretor artístico da programação nessa época do ano é ninguém menos de Zubin Mehta.

Abraços!

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