Notas do GP da Alemanha

liviooricchio

18 de julho de 2008 | 16h33

18/VII/08
GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Hockenheim

Vijay Mallya, proprietário da equipe Force India, confirmou, ontem, a inclusão da Índia no calendário da Fórmula 1 em 2010. “Almocei com o principal responsável de um dos maiores bancos da Índia e fui informado de que ele adquiriu terrenos numa área próxima a Nova Delhi e dia 1º de outubro começam as obras do novo autódromo.”

Os alemães estão perto de assistir ao GP de seu país apenas no circuito de Nurburgring a partir do ano que vem. As dificuldades financeiras da empresa proprietária do autódromo de Hockenheim podem ser observadas no seu estado geral, visivelmente decadente. A Hockenheimring Gbmh precisou fazer empréstimo bancário para pagar as despesas com a taxa paga pelo GP (promoter fee) e já anunciou que o evento lhe dará Euros 3 milhões de prejuízo este ano.

Nelsinho Piquet, da Renault, comentou o resultado de ontem, 15º tempo, 1min16s734, à tarde, diante do 6º tempo do companheiro, Fernando Alonso, 1min16s230. “Sempre fui mais rápido que meus companheiros de equipe, quando tive, em especial nas curvas de alta velocidade. Se existe algo que posso dizer que aprendi com Alonso é que tenho ainda a evoluir também nesse aspecto que achava estar bem. Ele é impressionante.”

A Ferrari terá já a partir da corrida, amanhã, um representante da Meteo France nos boxes a fim de interpretar com maior precisão os dados recebidos sobre a previsão do tempo. Duas vezes, este ano, em Mônaco e em Silverstone, equívocos na interpretação dos gráficos da Meteo France geraram a adoção de estratégias equivocadas. Ao lado do maior planejamento da corrida, a equipe visa a errar menos daqui para a frente.

O que vale mesmo é hoje, a sessão que define o grid do GP da Alemanha, e principalmente amanhã, as 67 voltas da corrida. Mas já ontem Robert Kubica, da BMW, disse não estar nada contente com seu carro. “Perdi parte do meu treino, de manhã, por rodar e bater nos pneus ao passar sobre a faixa branca ainda úmida”, explicou. À tarde, com pista seca, não foi além do 8º tempo, 1min16s363. “Temos de melhorar o equilíbrio do carro”, explicou. Kubica tem 46 pontos, 2 a menos dos três líderes, Hamilton, Felipe Massa e Kimi Raikkonen.

Fernando Alonso previu, ontem, que a Williams voltará a ser adversária da Renault hoje e amanhã. Nico Rosberg, do time inglês, registrou o 7º tempo, 1min16s355, apenas 125 milésimos mais lento que ele. “A Williams começou o ano melhor, nós evoluímos mais nosso carro e os ultrapassamos, mas aqui em Hockenheim parecem estar no mesmo nível.” A Williams é a 6ª entre os construtores, com 16 pontos, seguida da Renault, 15.

Lucas Di Grassi, da equipe Campos, quinto lugar, é o brasileiro mais bem colocado no grid da 11ª etapa da GP2, hoje, às 11 horas (horário de Brasília). Bruno Senna, da ISport, vice-líder do campeonato, sai em sexto. A pole position é do líder da temporada, o italiano Giorgio Pantano, da Racing, 1min21s650. Alberto Valério, da Durango, vai largar em 19º, Diego Nunes, DPR, em 21º, e Carlos Iaconelli, BCN, em 23º.

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