Notas do GP da Austrália

liviooricchio

26 de março de 2009 | 21h15

27/III/09
Livio Oricchio, de Melbourne

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Os números dos pilotos foram de novo modificados porque a Force India já tinha campanha publicitária em curso com os números 20 para Adrian Sutil e 21, Giancarlo Fisichella, conforme a FIA distribuíra inicialmente. Com isso, Jenson Button, da Brawn, já usa o 22 e Rubens Barrichello, 23. Inicialmente eles ficariam com os números de Sutil e Fisichella.

A classificação da Brawn GP como equipe estreante na Fórmula 1 e não a continuação da Honda faz diferença prática enorme. As novas escuderias apenas passam a receber da Formula One Management (FOM), de Bernie Ecclestone, depois de três anos na Fórmula 1. Assim, os cerca de US$ 35 milhões a que a Honda tem de direito pela temporada do ano passado, não irá mais para as mãos da Brawn.

Dentre as novidades do regulamento, este ano, está a divulgação do quanto de gasolina cada carro tem no tanque para começar a corrida. A classificação para o grid será disputada na próxima madrugada das 3 às 4 horas. Desde ontem, nos treinos livres, 500 comissários estão equipados com botas e luvas de borracha isolantes, além de terem sido treinados para evitar choques com o sistema de recuperação de energia, Kers.

A sessão de classificação do GP da Austrália será a hora da verdade de cada carro. O campeão do mundo, Lewis Hamilton, da McLaren, já deixou claro, ontem: “Não estamos mascarando os resultados”, afirmou a respeito dos treinos ruins. Justificou o fraco desempenho do modelo MP4/24 com o tempo e recursos investidos, ano passado, no desenvolvimento do MP4/23 que o levou ao título na última etapa.

O sistema de recuperação de energia (Kers) e o controle do flap do aerofólio dianteiro, duas novidades do regulamento, são controlados por programas de computador distribuídos pela FIA. “Se alguém utilizar mais dos 400 kjoules por volta no Kers ou modificar mais de duas vezes por volta a incidência do aerofólio dianteiro será excluído da competição”, afirmou Charlie Whiting, da FIA.

Agora, quando o safety car é acionado o piloto não precisa mais esperar os boxes serem abertos para seu pit stop. Mas terão de obedecer a velocidade indicada eletronicamente no painel de seu carro ao se encaminhar para o box. Se ultrapassá-la, terá de cumprir um stop and go.

“Sim, está mais difícil, trabalhoso, para nós”, afirmou Fernando Alonso, da Renault, ao responder sobre conciliar o uso do kers, do aerofólio móvel e estar atento a inúmeros detalhes durante a corrida. “Está mais fácil errar também. Mas em pouco tempo todos os pilotos já trabalharão todos esses desafios com naturalidade.”