Notas do GP da Espanha, sexta-feira.

liviooricchio

25 de abril de 2008 | 16h52

Livio Oricchio, de Barcelona

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Necessitando mostrar ao mundo que seu presidente, Max Mosley, está vivo, a FIA divulgou com alarde a sua ida ao rali da Jordânia. E, da mesma forma, anunciou, ontem, que o ministro da Ciência, Cultura e Esporte de Israel, Galeb Majadle, o convidou para visitar o país. Mosley envolveu-se num escândalo sadomasoquista. Mas sua situação se desgastou ainda mais porque o governo israelense emitiu nota, horas depois, ontem, retirando o convite. Na orgia registrada por câmaras escondidas, Mosley e cinco prostitutas simulam estar num campo de concentração nazista. Mosley avisou, no entanto, que irá ao GP de Mônaco.

Felipe Massa deseja dar a si mesmo um presente, amanhã: a segunda vitória no campeonato. Ontem, completou 27 anos de idade. Mas os treinos livres mostraram a Massa, como reconheceu, que a pista está diferente dos testes da semana passada, quando foi o mais rápido. “Está mais fácil errar, eu mesmo rodei.” Foram duas rodadas. De manhã registrou o segundo tempo e à tarde, o quinto. “Daria para fazer melhor na segunda sessão, estava com pneus macios, mas enfrentei tráfego.” Rubens Barrichello, da Honda, ficou em 18º e 17º.

Não há nenhuma relação com a presença do pai, Nelson Piquet, no Circuito da Catalunha, disse Nelsinho, que realizou seu melhor trabalho até agora na Fórmula 1. O piloto levou o renovado modelo R28 da Renault à sétima colocação de manhã e a um bom segundo tempo à tarde. “Não perdi voltas para conhecer a pista, como ocorreu até agora este ano. Gastei o tempo para trabalhar o carro e o resultado está aí.” Comentou, ainda, não se iludir. “Nós melhoramos, mas não para justificar esse avanço. Amanhã (hoje) veremos a verdade.”

Fernando Alonso procurou também não iludir seus fãs, ontem, com o que parece ser uma recuperação de desempenho da Renault. “Alguns minutos antes do fim do treino da tarde eu estava em 15º. Aí instalamos pneus novos, retiramos um pouco de gasolina e subi para terceiro.” Ainda não havia números, ontem, sobre venda de ingressos no GP da Espanha, mas os organizadores já adiantaram que caíram significativamente este ano. A impossibilidade de ver seu ídolo lutar pelas primeiras colocações afastou os espanhóis do Circuito da Catalunha.

A equipe Piquet Sports deu um show na classificação da etapa de abertura do campeonato da GP2, ontem. O venezuelano Pastor Maldonado, protegido de Hugo Chaves, larga hoje na pole position, com 1min27s547. Ontem Kimi Raikkonen, com a Ferrari, estabeleceu 1min20s649. A GP2 é apenas cerca de 7 segundos mais lenta que a Fórmula 1. E o companheiro de Maldonado na Piquet Sports, Andreas Zuber, dos Emirados Árabes, é o terceiro no grid. Bruno Senna, da ISport, larga em quarto, Alberto Valério, da Durango, em 17º, e Diego Nunes, DPR, em 25º. A corrida começa às 11 horas, com transmissão ao vivo pela SporTV.

A McLaren continua sofrendo com seu carro este ano. Lewis Hamilton, de novo, foi o piloto com maior número de erros dentre os que estão nos times de ponta. Trava os pneus com maior frequência de qualquer colega. De manhã ficou com o terceiro tempo e à tarde, apenas em 11º. “Saía muito de traseira”, justificou. Heikki Kovalainen teve quebra da bomba de óleo da transmissão e à tarde, problemas de motor. O câmbio foi substituído, usando já a primeira troca sem pena, enquanto o motor a equipe informa hoje se precisou colocar um novo. Para se aproximar da BMW, a McLaren está elevando a margem de risco de rompimento do modelo MP4/23.
FIM

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