O apoio da equipe, o melhor do dia para Bruno

liviooricchio

27 de agosto de 2011 | 06h20

26/VIII/11

Livio Oricchio, de Spa

  Bruno Senna revelou ter experimentado uma situação desconhecida, ontem, e muito importante para o equilíbrio de um piloto, em especial jovem. “Eu cheguei no muro dos boxes da Renault, durante o treino livre da manhã, para pedir desculpas à equipe por ter errado depois de apenas sete voltas”, contou. “Eles me disseram que essas coisas acontecem, que era para eu tirar isso da cabeça a fim de trabalhar bem à tarde. Foi o que de melhor eu poderia ouvir. Fui para o carro com outra cabeça, a tarde foi muito produtiva.” Fez 1min53s835 (21 voltas), 17.º.

  Claramente era uma referência aos desgastes profundos, no ano passado, vividos com o chefe da Hispania, Colin Kolles, conhecido por cobrar desmedidamente de seus pilotos, a ponto de desequilibrá-los. “Eu coloquei a roda na linha branca, que quando molhada se torna muito escorregadia, e rodei. Besteira minha”, contou Bruno, ao descrever o que se passou de manhã. Com a pista molhada à tarde seu ritmo era bom. “Para mim será bem melhor se chover na classificação e na corrida. Hoje (ontem) de novo não tive chance de conhecer os pneus para pista seca. Se na classificação for assim, terei de descobrir na hora como funcionam. Será muito difícil.”

  Seu objetivo é estabelecer um tempo semelhante ao do companheiro de Renault, o russo Vitaly Petrov. Ontem o russo quase não treinou por causa de um problema na direção hidráulica.

  A classificação para Felipe Massa, da Ferrari, hoje, será diferente do treino livre de ontem, quando ficou com o quinto tempo, e o companheiro, Fernando Alonso, segundo. “Trabalhamos com estratégias distintas e fiz experiências com um assoalho novo, o que me fez ficar parado um tempo nos boxes.” Ratificou a evolução do modelo F150. “Apesar das dificuldades de avaliação, vamos manter as novidades no carro para amanhã (hoje).”

  O que mais preocupa Rubens Barrichello, da Williams, visando a classificação, hoje, é que os novos componentes não tornaram seu carro mais rápido. Em 1994, na Jordan, fez a pole position em Spa, em condições semelhantes às de ontem, com uma trilha seca no asfalto molhado. Ontem, apenas o 16.º tempo. “Não avançamos”, afirmou.

  Quanto ao futuro, não escondeu ter esperado um chamado da Williams nas três semanas de intervalo do calendário, que não aconteceu. “Agora é com eles, já fiz a minha parte nessa história. Penso que a equipe não está preparada para dois pilotos jovens.” A necessidade de dinheiro de Frank Williams pode levá-lo a optar por um novato, mas com grande patrocinador.

 

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