O futuro de Massa. Fala-se de Michael Schumacher para substituí-lo.

liviooricchio

26 de julho de 2009 | 22h25

26/VII/09
Livio Oricchio, de Budapeste

Claro que o mais importante para Felipe Massa, agora, é recuperar-se do acidente que poderia ter facilmente lhe matado, sábado, se, por exemplo, a peça que se chocou contra seu capacete o tivesse atingido 2 centímetros apenas mais baixo. Entraria pela viseira e causaria fratura generalizada da caixa craniana. Mas como os indícios de recuperação são bons, a Fórmula 1 tem pressa. Ontem, por exemplo, já se perguntava, no circuito Hungaroring, no caso de tudo ocorrer bem com o piloto quando ele voltará a correr. E, óbvio, quem o substituirá até sua volta.

As respostas podem vir a ser surpreendentes. Se a previsão inicial do seu médico particular, Dino Altman, se confirmar, na hipótese de a evolução continuar sendo favorável Massa poderia disputar o GP de Cingapura, dia 27 de setembro, a 14.ª etapa do campeonato. Tudo, ainda, como disse o médico, no campo das hipóteses, mas tendo como base sua experiência médica profissional e as informações iniciais dos testes de não existir, no piloto, lesão neurológica, o que poderia gerar sequelas e até o fim da carreira. A previsão inicial é de 60 dias bem distante das pistas.

Há quem acredite, desde já, contudo, que será difícil Massa voltar a correr este ano. Já que o desafio de compartilhar a Ferrari com Fernando Alonso, em 2010, será grande, o melhor que terá a fazer é recuperar-se integralmente antes de pensar em se expor a novos riscos. “Temos tempo, o nosso interesse é ver Felipe bem, recuperado, depois pensar quando ele pode voltar. Seu lugar está aqui. Quem decide são os médicos”, disse Luca Colajanni, assessor do time italiano.

Mas enquanto Massa se recupera, quem o substitui? A pergunta foi feita para Colajanni: “O GP da Europa é dia 23 de agosto. Não paramos para pensar nesse assunto ainda. Não há pressa. A equipe permanecerá fechada de 3 a 16 por conta de nosso acordo e os testes estão proibidos”, lembrou. A informação sugere, portanto, que antes de a escuderia sair de férias terá de definir o novo companheiro de Kimi Raikkonen. Entre a volta dos funcionários ao trabalho e o embarque dos equipamentos para Valência haverá bem pouco tempo e, dependendo de quem for, a Ferrari terá de providenciar banco, pedaleira e todos os comandos específicos dos carros de Fórmula 1.

Ontem, depois de terminada a corrida no circuito Hungaroring, um nome começou a ganhar força e que, se depender de apoio, receberá irrestrito de todos, da direção da Ferrari, da Philip Morris, dona da marca Marlboro, patrocinadora da Ferrari, Shell, parceira, além de Bernie Ecclestone, promotor do Mundial: Michael Schumacher. O alemão não testou ainda este ano, mas não seria problema para ele por continuar em atividade na sua paixão, o kart, ótima escola para manter os reflexos em dia. A idéia deve crescer nos próximos dias.

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