Organizadores cometem muitos erros em Istambul. E todos perigosos.

liviooricchio

10 de maio de 2008 | 07h38

GP da Turquia
Livio Oricchio, de Istambul

Os organizadores do GP da Turquia cometeram erros impressionantes, ontem. Diante da sujeira no asfalto, decidiram lavá-lo. Mas o fizeram num horário muito próximo do início do treino da manhã. Resultado: os pilotos só entraram na pista bem depois de liberada a sessão por haver ainda água na pista. Autorizaram, ainda, o começo do treino livre da GP2 quando havia um furgão de serviço no meio do circuito. Mais: o resgate ao piloto italiano Davide Valsecchi, acidentado na GP2, durou minutos imperdoáveis.

Emoções distintas para Rubens Barrichello, da Honda, ontem. De manhã foi o oitavo, ao passo que à tarde, o 15º apenas. “Estávamos indo bem, mas fizemos uma modificação que não deu certo e não dava tempo de voltar ao ajuste anterior”, explicou. Nelsinho Piquet, da Renault, não esteve satisfeito com o carro em nenhuma sessão. “O carro precisa melhorar, eu também, não me senti à vontade para exigir demais, hoje.” Foi nono e 16º.

Os pilotos continuam com dificuldades para obedecer ao sinal de saída dos boxes. Ontem foi a vez de Giancarlo Fisichella, da Force India, não respeitar a luz vermelha na sessão livre da manhã e, com isso, ser penalizado com a perda de três colocações no grid. O treino começou às 10 horas precisamente enquanto Fisichella já havia cruzado a linha do fim dos boxes antes.

Por pouco Felipe Massa não consegue importante vantagem para seu possível maior adversário no GP da Turquia, Kimi Raikkonen. Ontem o finlandês completou apenas três voltas na sessão da manhã por quebra da transmissão da Ferrari. Ficou em último, 1min30s732. “Perdi tempo precioso”, falou. Sua sorte foi o câmbio ter-se rompido na sexta-feira, quando a troca de motor e transmissão é livre. Fosse hoje, perderia cinco colocações no grid.

Começa a surgir no paddock, por parte da BMW, a desconfiança de que as modificações introduzidas pela Ferrari no seu motor, sob a alegação de melhorar a confiabilidade do V-8, lhe renderam alguns cavalos a mais. A maioria dos fabricantes revê seus motores. O congelamento no desenvolvimento não impede esse trabalho. Mario Theissen, diretor da BMW, estranhou muito o fato de Nick Heidfeld, seu piloto, não conseguir ultrapassar Giancarlo Fisichella, da Force India-Ferrari, na Espanha. A FIA diz que as alterações são legais.

Ron Dennis elogiou Heikki Kovalainen. “Foi rápido desde o primeiro instante.” O finlandês sofreu sério acidente no GP da Espanha ao colidir de frente contra a barreira de pneus. Apenas quinta-feira recebeu autorização médica para disputar o GP da Turquia. “É ótimo voltar a pilotar depois do que aconteceu e sentir-me bem”, disse. Fez o segundo e o quinto tempos. “A FIA e a GPDA estudam como evitar de a manta de borracha que reveste os pneus se elevar nos choques frontais, como aconteceu com Kovalainen”, disse Fernando Alonso, da Renault, quarto e nono.

Bruno Senna, da equipe Isport, larga hoje na quinta colocação na terceira etapa da GP2, no circuito Istambul Park, com 1min33s449. O pole position é o italiano Giorgio Pantano, da RE, 1min32s659. “Sem o tráfego chegaria a 1min32s9”, disse Bruno, o que lhe daria o segundo tempo. “O importante é que meu carro está otimo.” E bom também o fato de o líder do campeonato, ao lado de Bruno, o português Álvaro Parente, da Super Nova, largar apenas em 21º. Diego Nunes, da DPR, sai em 20º e Alberto Valério, Durango, em 23º.

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