Os quatro candidatos ao título falam de suas chances

liviooricchio

19 de julho de 2008 | 12h48

GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Hockenheim

Não importa o resultado da corrida, hoje, no circuito de Hockenheim. Em condições normais, por pior que seja a classificação de Felipe Massa e Kimi Raikkonen, Ferrari, Lewis Hamilton, McLaren, e Robert Kubica, BMW, nenhum deles deixará de estar na luta pelo título, ao menos em função do GP da Alemanha. Massa, Raikkonen e Hamilton estão empatados com 48 pontos e Kubica vem logo atrás, 46. Os quatro responderam, em separado, à mesma pergunta relativa à conquista do campeonato e, com exceção de Kubica, que se diz surpreendido com sua colocação, os demais se sentem na briga diretamente.

Qual sua chance de ser campeão?

Massa é o primeiro a falar: “Não disputei o título, ano passado, porque tive problemas na hora errada, como o abandono em Monza, por exemplo, e alguns erros que cometi no começo do ano”, diz. “Agora nosso carro é melhor, estou mais experiente e se continuarmos nesse nível devo atingir o final em boa condição de brigar, meu objetivo profissional”, comenta. “A constância será a chave para chegar ao título, cada ponto será decisivo.”

O companheiro de Massa, Raikkonen era o grande favorito da maioria este ano. Mas na prática as coisas não se desenvolvem como o imaginado por muitos. “O Mundial se ganha na pista” é a resposta, seca, de Raikkonen quando lhe colocam a questão do favoritismo. “Vivo uma fase de acontecimentos que me impede de voltar a vencer”, explica. No Canadá, Hamilton bateu na traseira da sua Ferrari na saída dos boxes, na França quebrou o escapamento e, em Silverstone, a Ferrari se equivocou na previsão do tempo e não substituiu seus pneus.

“Em 2007, as condições eram piores que agora, tinha menos carro e estava bem atrás na classificação. Mesmo assim fui campeão. Agora é só encaixar dois ou três resultados seguidos que tudo ficará mais fácil. Acredito mais no título, este ano, que acreditava em 2007”, diz Raikkonen. “Com todas as minhas dificuldades, ainda estou em primeiro, não tenho do que reclamar.”

O mais recente ídolo dos ingleses na Fórmula 1, Lewis Hamilton, também recorda a experiência de 2007 para falar de 2008. “Eu não fiquei tão abatido como disseram. Era meu primeiro campeonato e acabei vice, o que não é nada ruim”, comentou. “Este ano há menos divisão de forças na equipe, o carro é muito bom, talvez não como em 2007, em algumas pistas, e, claro, me sinto mais forte como pessoa e piloto”, diz. “O importante foi ver como a equipe confia em mim, sinto-me na obrigação de dar 110% de volta a eles. Estamos na briga, não há dúvida. O título ficará com quem errar menos.”

O polonês Robert Kubica, da BMW, é a grande surpresa da temporada. Com sua vitória no GP do Canadá, chegou a lidera a competição. “Não me sinto candidato a ser campeão. Nosso carro não está ainda no nível dos modelos da Ferrari e da McLaren. Há mérito de todos no que conseguimos até agora, mas alguns resultados foram circunstanciais.” Para Kubica, suas possibilidades de eventualmente lutar pelo título serão definidas já até a prova de Valência, dia 24 de agosto. “Se até lá estiver bem próximo dos líderes, o que me surpreenderia, talvez tenha alguma chance porque os circuitos a seguir (Spa-Francorchamps, Monza, Cingapura, Fuji, Xangai e Interlagos) não devem ser ruins para nosso carro.”

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