Parar mais, melhor estratégia

liviooricchio

24 de abril de 2011 | 22h14

Amigos, esse é o texto de minha coluna nesta segunda-feira no Jornal da Tarde

As três etapas realizadas até agora, Austrália, Malásia e China, deixaram muitos ensinamentos aos pilotos e suas equipes. Com a proposital elevada degradação dos pneus Pirelli, uma das grandes preocupações dos responsaveis pela estratégia dos times, este ano, era compreender o mais rápido possível como lidar com tantos pit stops durante as corridas.

Algumas conclusões já emergiram. Por exemplo: em pistas onde há uma longa reta, todos viram, hoje é mesmo possível ultrapassar. Há significativa variação de desempenho entre os pneus macios e duros. Mais: se sua vida util se aproxima do fim, os tempos de volta pioram dramaticamente. E há ainda dois elementos que potencializam as manobras de ultrapassagem: o Kers, com seus 80 cavalos extras de potência, e o polêmico flap traseiro móvel.

Em pistas como a da China, um piloto que larga em 18.º lhe é permitido chegar ao pódio, em 3.º. No caso, Mark Webber, da Red Bull, ganhou na pista ou nos boxes 14 colocações. Apenas um adversário abandonou.

Diante desse fato, os estrategistas levam consigo para o GP da Turquia, próximo do calendário, dia 8 de maio, uma lição: vale mais a pena manter o piloto na pista, com pneus em melhor estado de conservação, decorrente de três pit stops, do que economizar os cerca de 23 segundos de uma parada, por adotar a estratégia de dois pit stops. Mais veloz na pista e podendo ultrapassar, seu tempo final de corrida será menor.

É um cenário distinto do experimentado no ano passado. Primeiro os pneus quase não se degradavam e as ultrapassagens eram bem mais difíceis, o que levou as equipes a optarem por um previsível e pouco emocionante pit stop único. Agora, pelo observado em Melbourne, Sepang e Xangai, três pit stops representam uma estratégia mais eficiente que duas. Essa orientação deverá reger a Fórmula 1 na maioria das pistas daqui para a frente.

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