Piloto que cortar chicane terá de aguardar duas curvas para tentar ultrapassar

liviooricchio

12 de setembro de 2008 | 16h32

12/IX/08
Livio Oricchio, de Monza

A FIA informou, ontem, que dia 22, segunda-feira anterior à próxima etapa do campeonato, em Cingapura, irá apreciar o pedido de apelo da McLaren. A equipe apelou contra a decisão dos comissários que impuseram 25 segundos ao tempo de prova de Lewis Hamilton, na Bélgica, por ter tirado vantagem ao cortar a chicane para ultrapassar Kimi Raikkonen. Hamilton caiu de primeiro para terceiro e Felipe Massa venceu.

A tradicional reunião entre os pilotos e o diretor de prova, Charlie Whiting, ontem, serviu para esclarecer, de uma vez por todas, a regra sobre cortar chicanes, já que em Monza há duas delas. A partir da agora, o piloto que cortar uma chicane não poderá ultrapassar o adversário na curva seguinte. Terá de esperar a segunda depois da chicane, no mínimo, para tentar a manobra. “Não estava 100% claro”, disse Mark Webber, da Red Bull.

Max Mosley, presidente da FIA, apareceu este ano pela primeira vez, oficialmente, a uma etapa do Mundial. Mais magro, respondeu apenas o que desejava, independente da pergunta. O jornal britânico News of the World publicou fotos do dirigente numa sessão de sexo sadomasoquista e sua imagem caiu em desgraça. “Vim pedir às equipes que apresentem proposta para reduzir substancialmente os custos da Fórmula 1. Espero que o faça, caso contrário nós as faremos.”

O presidente da FIA também definiu como “estúpida” a reação das pessoas que acusaram a entidade de estar punindo não Lewis Hamilton, em Spa-Francorchamps, mas a McLaren, por causa da relação sempre tensa entre ele próprio, Mosley, e Ron Dennis, diretor e sócio da McLaren. “Hamilton é um piloto brilhante, seria fantástico se ele vencesse, mas isso não quer dizer que vamos ajudá-lo ou discriminá-lo, porque somos neutros”, afirmou.

A imprensa de várias nações compareceu à concorrida entrevista de Fernando Alonso, ontem, a fim de lhe perguntar se ainda sonha com a Ferrari em 2011, quando acabam os contratos de Felipe Massa e Kimi Raikkonen. “Eu não consigo imaginar mais que um ano e meio à frente na Fórmula 1. Pode ser que em 2011 eu esteja pilotando motos ou até me tornado jogador de golfe”, falou Alonso.

Na terceira corrida do polonês Robert Kubica na Fórmula 1, em 2006, obteve um pódio, ao terminar em terceiro o GP da Itália, país que adotou como segunda pátria, já que reside perto de Florença e domina o idioma. Ontem, no treino livre, foi segundo, confirmando que a BMW numa pista de potência e pouca pressão aerodinâmica anda bem mesmo. Por isso torce por pista seca, hoje e amanhã. “Sem chuva deveremos ser muito rápidos aqui.”

Ficou mais difícil para Bruno Senna conquistar o título da GP2, a ante-sala da Fórmula 1. Ontem, no treino que definiu o grid, Bruno reclamou de falta de potência e do tráfego: larga hoje em 12º. O líder do campeonato, o italiano Giorgio Pantano, sai na pole position. Outro brasileiro com chance de ser campeão, Lucas Di Grassi, conseguiu ótimo segundo tempo. O francês Romain Grosjean, também com possibilidades, foi o 11º. A largada será às 11 horas (Brasília). Domingo acontece a última etapa, em Monza mesmo.

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