Pilotos falam sobre Felipe Massa

liviooricchio

26 de julho de 2009 | 22h22

26/VII/09
Livio Oricchio, de Budapeste

Dentre os pilotos em atividade na Fórmula 1, os únicos que foram até o Hospital Militar de Budapeste conhecer de perto o drama de Felipe Massa foram Rubens Barrichello, sábado, e o companheiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, ontem. Mas ninguém pode entrar no centro de terapia intensiva. Limitaram-se a convensar brevemente com os médicos.

Hoje Massa receberá a visita de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, ainda pela manhã. Como os médicos pretendem verificar suas reações sem sedação por alguns momentos, é provável que esteja consciente quando o dirigente estiver no hospital. Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, acompanha tudo de perto. Massa tem grande ambiente dentro da escuderia.

Rubinho está, ainda, visivelmente afetado com o ocorrido. Ontem, envolveu-se num incidente na largada que o lançou para as últimas colocações. Acabou o GP da Hungria em décimo. Não foi fácil para ele, como disse, disputar a prova sabendo que o amigo exige cuidados num hospital. “Na hora que você senta no carro não pensa nisso, mas várias vezes que passei na curva 4 me lembrei do Felipe. Não acredito que tenha afetado meu desempenho, mas me lembrei dele.”

O vencedor da corrida, Lewis Hamilton, pessoa próxima de Massa apesar da disputa intensa, ano passado pelo título, comentou: “Tive um grande relacionamento com Felipe durante alguns anos e belas lutas também. Não vê-lo aqui hoje é com certeza bastante triste, mas soube que a cirurgia transcorreu bem e nos resta tê-lo em nosso pensamento e orações”.

O sempre frio companheiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, preferiu comentar o ocorrido, sábado, quando uma mola do carro de Rubinho bateu no capacete de Massa e o mandou em estado grave para o hospital. “Foi uma tremenda falta de sorte. Nossos carros não têm cobertura e nossas cabeças serão sempre o ponto que algo externo nos atingirá. Felizmente o que aconteceu o deixou mais ou menos em boa condição. Felipe estará 100% provavelmente em breve.”

O australiano Mark Webber, da Red Bull, terceiro colocado no GP da Hungria e agora vice-líder do campeonato, é um dos líderes da associação dos pilotos (GPDA). “Sentimos muito a sua falta no grid, hoje, mas o show deve continuar”, disse. “Temos uma segurança fenomenal na Fórmula 1 e o que aconteceu com Felipe é incrível, a peça tinha bem que tocar sua cabeça.” De novo é realista: “Esse é o nosso trabalho, temos esse risco. Mas a cirurgia transcorreu bem e tenho certeza de que o veremos em alguns meses de volta.”

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