Pilotos irados com FIA e Bridgestone

liviooricchio

17 de abril de 2009 | 03h09

17/IV/09
Livio Oricchio, de Xangai

Carros percorrendo o circuito cerca de 5, 6 segundos mais lentos que outros. Possibilidade elevada de acidentes, como de fato ocorreu entre Sebastian Vettel, da Red Bull, e Robert Kubica, BMW. Esse foi o cenário na primeira corrida do ano, em Melbourne, e pode se repetir domingo, no GP da China, ainda em maior intensidade. Os pilotos estão loucos da vida com a FIA e a Bridgestone, fornecedora dos pneus: “É ridículo o que estão fazendo”, afirmou Fernando Alonso, da Renault.

Os pneus da prova de amanhã em Xangai são exatamente os mesmos do GP da Austrália, ou seja, os supermacios e os duros. “Os supermacios, nas nossas simulações, vão suportar 5 ou 6 voltas. Se em Melbourne, pista sem aderência, eles resistiam a 8 ou 9 voltas, aqui será bem menos”, explicou Nelsinho Piquet, da Renaut. Alonso foi contundente com os dirigentes: “Nos tornamos ridículos para a torcida, aqui, e os telespectadores, em casa, com carros tão mais lentos. Se eles querem melhorar o espetáculo devem fazer o serviço mais bem feito, quem sabe nos obrigando usar pneus de chuva”, falou em tom irônico o espanhol.

O campeão do mundo de 2005 e 2006 afirmou que a GPDA, a associação dos pilotos, irá se impor da próxima vez: “Não é possível que o melhor pneu tenha ficado em casa. O supermole acaba rápido demais e o duro é duro demais para o circuito. O mais indicado, o médio, não veio para a China”.

Rubens Barrichello, um dos favoritos à vitória, da Brawn GP, comentou: “Vamos ter de estabelecer estratégias que façam com que ficamos o mínimo de voltas possíveis com esse pneus supermacios porque passaremos a ser muito, mas perigosamente muito mais lentos em pouco tempo em razão de eles acabarem”.

A terceira etapa da temporada será disputada em 56 voltas no traçado de 5.451 metros, dotado de 15 curvas, a maioria para a direita. A TV Globo transmite o GP da China ao vivo, domingo, a partir das 4 horas, horário de Brasília.

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