Pole de Hamilton pode ser outro sinal de que McLaren está desenvolvendo o carro melhor que a Ferrari

liviooricchio

19 de julho de 2008 | 12h54

GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Hockenheim

Lewis Hamilton mandou um recado à Ferrari, ontem, com a pole position no GP da Alemanha: sua equipe, a McLaren, está desenvolvendo melhor o carro. O desempenho no fim de semana até agora em Hockenheim somado ao da prova de Silverstone, há duas semanas, deve servir de alerta a Felipe Massa e Kimi Raikkonen. “Eles não haviam ficado para trás. Em algumas pistas nós fomos superiores e em outras eles. Aqui será muito disputado”, explicou Massa, segundo no grid.

Como prova da evolução da McLaren, Heikki Kovalainen, companheiro de Hamilton, larga em terceiro, enquanto o campeão do mundo, Raikkonen, parceiro de Massa, apenas em sexto. “Demos um grande passo adiante”, afirmou Hamilton, líder do Mundial como Massa e Raikkonen, com 48, referindo-se as mudanças introduzidas nos dois últimos testes. Mas apesar de reconhecer a força do adversário, Massa questiona o tempo de Hamilton: “Precisa ver com quanto gasolina eles estão”.

Massa dá a entender que talvez esteja um pouco mais pesado, o que poderá ser uma vantagem hoje, ao longo das 67 voltas da corrida. “Tenho carro para lutar pela vitória. Se não der para vencer, tenho tudo para chegar numa boa colocação.” O piloto da Ferrari tem afirmado que será campeão quem for mais regular. Não gostou de ouvir que prefere que a prova, hoje, seja realizada com asfalto seco. “No kart eu ganhei várias vezes na chuva, aqui eu fui o mais rápido sexta-feira no molhado. Tenho de fazer melhor que na última etapa, sim, mas a chuva não me assusta.”

Raikkonen explicou que já na sexta-feira seu acerto não funcionou bem para os 4.574 metros de Hockenheim. “Mudamos e piorou. Para hoje, de novo, mexemos e ficou melhor. Mas quando colocamos gasolina para a parte final do treino, ficou muito difícil pilotar.” Não costuma demonstrar irritação, como ontem. “Mais que em outras temporadas, o segredo é não correr riscos, mas marcar pontos.”

Alonso ri de um quinto lugar no grid como não fazia quando vencia com a McLaren ano passado. “Que surpresa agradável.” E como seu parceiro, Nelsinho Piquet, quase fica fora já na primeira parte da classificação. “Consegui acertar a volta. Estávamos todos muito próximos.” Na segunda parte, o espanhol de novo avançou. “O que temos de fazer agora é manter esse ritmo em corrida, que tem sido nosso ponto fraco. Se der certo, as chances de um grande resultado serão grandes.” Sua melhor colocação, este ano, foi o quarto lugar na abertura do campeonato, em Melbourne, na confusa corrida. Robert Kubica, da BMW, quarto no Mundial com 46 pontos, sai em sétimo. Como Raikkonen, reclamou de desequilíbrio no carro depois de colocar gasolina para a seção final.

No treino livre da manhã, Nelsinho Piquet obteve o sétimo tempo, mais veloz que na classificação, quando ficou de fora. “Estou muito chateado. Na minha volta final, o Vettel (Toro Rosso) me atrapalhou, ficou à minha frente, que com certeza me fez mais lento. Os comissários, no entanto, acharam que ele não interferiu no meu tempo.” Rubens Barrichello, da Honda, sai em 18º. “Duvido que qualquer outro piloto aqui da Fórmula 1 fizesse melhor com esse carro”, afirmou. A TV Globo transmite o GP da Alemanha, hoje (domingo), a partir das 9 horas, horário de Brasília.

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