Primeiro dia de testes em Barcelona. E mais informações emergem.

liviooricchio

01 de fevereiro de 2008 | 20h56

01/II/08
Esses são os tempos no primeiro dia de treinos no Circuito da Catalunha, hoje, sexta-feira, em Montmeló, município vizinho de Barcelona.

Ali do lado do circuito, 10 minutos de carro, em Granolers, onde normalmente fico, há um restaurante, Trabuc, que classifico dentre os melhores que já fui na Espanha. Caro, vais deixar 100 euros lá, mas não irá se esquecer tão cedo.

Peixe ou carne, não importa, são absolutamente excepcionais. Ops, desculpe, o texto não é para o Caderno Paladar. Mas deixa eu dar essa escorregadinha, vai? O Trabuc é demais mesmo! Ok, vamos lá. Lá não, aqui.

1. Hamilton McLaren-Mercedes 1:22.263 (82 voltas)
2. Alonso Renault 1:22.889 (61)
3. Kubica BMW-Sauber 1:22.983 (65)
4. Fisichella Force India-Ferrari 1:23.015 (98)
5. Heidfeld BMW-Sauber 1:23.270 (52)
6. Paffett McLaren-Mercedes 1:23.349 (45)
7. Piquet Renault 1:23.367 (44)
8. Vettel Toro Rosso-Ferrari 1:23.387 (89)
9. Rosberg Williams-Toyota 1:23.453 (12)
10. Coulthard Red Bull-Renault 1:23.491 (60)
11. Webber Red Bull-Renault 1:23.547 (52)
12. Bourdais Toro Rosso-Ferrari 1:23.836 (54)
13. Nakajima Williams-Toyota 1:23.955 (35)
14. Barrichello Honda 1:24.125 (53)
15. Wurz Honda 1:26.975 (26)

A história é a mesma. Não dá para afirmar nada categoricamente, mas depois dos testes de Jerez e Valência, mês passado, mais os resultados de Barcelona, agora, podemos começar a brincar de montar o quebra-cabeça com mais propriedade.

Alonso disse, hoje, que experimentou no R28 vários componentes novos do conjunto aerodinâmico, mas que em razão do estado do asfalto, apenas amanhã, sábado, quando a pista estará mais próxima da realidade do que enfrentará nas corridas, poderá avaliar com maior precisão o eventual avanço da equipe.

Se esse números forem representativos, e não deixam de ter seu significado quando colocados ao lado dos demais que os testes nos ofereceram, a Renault já começou a reduzir um pouco a grande diferença para McLaren e Ferrari que o ensaio de Valência mostrou e o piloto espanhol tornou público. Ainda que Nelsinho tenha enfrentado algumas panes, a ponto de o deixar parado no circuito.

O mesmo dá para se dizer da BMW: dá pinta de que suas dificuldades de equilíbrio iniciais são, agora, menores. A Williams já teve um chassi do modelo FW30 bastante danificado. Pelo que compreendi, uma falha estrutural na fixação do aerofólio dianteiro gerou a saída de pista de Kazuki Nakajima no fim da grande reta, levando-o a bater forte nos pneus. O japonês não se feriu, mas a equipe interrompeu o teste.

Nakajima é o companheiro de Nico Rosberg porque a Toyota acertou com Frank Williams: o japonês como titular e motores pela metade dos US$ 25 milhões que custariam. Já ouvi dizer também que o negócio é até mais extenso: Nakajima pelos motores de graça. Acho muito.

Vocês viram as fotos da tomada de ar do motor que Adrian Newey experimentou na nova Red Bull? Vou lhes falar do que me lembrei: da Lotus 72D do Emerson Fittipaldi, em 1972. A porção final da tomada de ar tem a mesma linha aerodinâmica da usada na maoria do campeonato. Na pista o modelo RB4 – Renault ainda não está correspondendo ao que se esperava do segundo carro de Adrian Newey na Red Bull.

E o que comentar da Honda, hein, amigos? Ajudem, por favor. Lá em Valência Rubinho e Jenson Button, por mais que não estivessem preocupados em registrar bons tempos, ficaram sempre muito distantes dos mais velozes. E agora no Circuito da Catalunha, da mesma forma, a história se repete.

Para desmistificar que se trata de falta de estímulo do Rubinho – não procedente nesse início de preparação, sem saber, ainda, se vale a pena ou não arriscar demais num modelo tipo caso-perdido – o Alexander Wurz também foi bem lento. Observem na relação de tempos que Rubinho foi 1 segundo e 862 milésimos mais lento que Hamilton.

Domingo, depois de três dias de testes, teremos mais elementos para verificar se o RA108 é outro fiasco do grupo técnico da Honda ou o que vimos até agora não é o que parece. Torço por isso, o time descubra o potencial do RA108 e, melhor, que não é tão pouco rápido assim. Mas imagino que Rubinho e Button já estejam um tanto preocupados porque as diferenças de tempo têm sido muito grandes.

Como já vi carro que parecia ser ruim surpreender por seus projetistas desvendarem o que o deixava desequilibrado demais, vamos esperar, como estão fazendo Rubinho e Button. Por enquanto os indícios são inquietantes, só isso.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.