Quem vai substituir Kubica?

liviooricchio

07 de fevereiro de 2011 | 20h31

07/II/11

Livio Oricchio

  De repente, uma das equipes que mais investiu e se preparou para disputar o Mundial, principalmente por descobrir que conta, novamente, com um piloto potencialmente campeão, a exemplo do que foi Fernando Alonso em 2005 e 2006, ficou à deriva. A Lotus Renault sabe que não pode confiar ao companheiro de Robert Kubica, o russo Vitaly Petrov, a missão destinada ao polonês. Falta-lhe talento e experiência. A pergunta sem resposta na Fórmula 1, hoje, é: quem substituirá Kubica?

  Se valer o que o chefe do time, Eric Boullier, falou em Valência, na apresentação do revolucionário modelo R31, não há o que discutir: “Se um de nossos pilotos não puder competir vamos correr com quem está mais preparado para a função. E ele é Bruno Senna.” O sobrinho de Ayrton vem de uma temporada na Fórmula 1, no ano passado, pela Hispania, enquanto o outro piloto de testes da Lotus Renault, o francês Romain Grosjean, não pilota um Fórmula 1 desde sua dispensa pela mesma equipe, em 2009.

  Ao que se sabe, Bruno está hoje na sede da escuderia, em Enstone, Inglaterra, tirando o molde do banco do carro. Ele estava escalado para uma atividade promocional. Mas pode ser que diante do ocorrido, os planos da Lotus Renault tenham mudado e Bruno já teste o novo modelo quinta-feira em Jerez de la Frontera, na Espanha.

  No hospital Santa Corona, enquanto Kubica se recupera do grave acidente sofrido domingo, as conversas sobre quem irá substituí-lo circulavam com desenvoltura entre jornalistas das mais distintas nacionalidades. “A diferença, agora, é que não se trata de correr no lugar de Robert apenas na primeira etapa, mas provavelmente a primeira metade do campeonato”, lembrou Flavio Briatore, ex-diretor da Renault, que foi visitar Kubica, ontem. “Ele precisará ser um piloto experiente. A organização cresceu este ano, vão necessitar de alguém que saiba nadar na frente”, afirmou o italiano.

  Os nomes que surgiram na Itália foram muitos. Se a vaga não ficar com Bruno, como até onde se sabe reza seu contrato, as opções de Boullier seriam, basicamente, três: pagar a multa rescisória do compromisso de Kimi Raikkonen com a Peugeot, tirá-lo do Mundial de Rali e levá-lo de volta à Fórmula 1. Outra possibilidade: contratar o alemão Nick Heidfeld, que apesar de não ser brilhante, competiu na Fórmula 1 de 2000 a 2010 e tem 172 GPs de experiência. Há uma escolha de risco, segundo se comenta: Nico Hulkenberg, alemão de 23 anos que causou boa impressão, no ano passado, na temporada de estreia na Fórmula 1, pela Williams. Está como reserva da Force India.

  É provável que ao menos para os treinos de Jerez de la Frontera, de quinta-feira a domingo, a Lotus Renault anuncie ainda hoje o substituto de Kubica.

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