Questão de competência

liviooricchio

07 de julho de 2013 | 17h56

07/VII/13
Nurburg, Alemanha

Quem acompanha a Fórmula 1 com um pouco mais de proximidade tem ouvido Fernando Alonso, da Ferrari, segundo colocado no campeonato, e Kimi Raikkonen, Lotus, terceiro, dizerem ao final das corridas: “Preciso começar a reduzir logo a diferença que me separa de Sebastian (Vettel)”.

Mas o que eles próprios e os fãs da competição estão presenciando é exatamente o oposto, como ontem na vitória do alemão no GP de casa. Nesse sentido, é provável que Alonso e Raikkonen tenham ficado felizes ao verem, na etapa de Silverstone, anterior a de ontem, Vettel encostar o carro com o câmbio quebrado quando liderava a apenas dez voltas da bandeirada.

Em outras palavras, depois de nove etapas, praticamente a metade da temporada, Vettel já se encontra numa posição em que em uma prova, somente, nem Alonso e muito menos Raikkonen são capazes de lhe tirar da liderança do Mundial. Nem mesmo se abandonar e um dos dois vencer. O alemão, já tricampeão do mundo, resultado do seu brilhantismo, soma 157 pontos diante de 123 de Alonso e 116 de Raikkonen.

A Fórmula 1 já viu esse filme antes. Vettel vai abrindo vantagem, abrindo vantagem, não necessariamente de forma chocante, e, de repente, os adversários enxergam ser tarde demais para não permitir que seja campeão.

Não que não tentem, por favor. Alonso e a Ferrari, Raikkonen e a Lotus fazem de tudo para quebrar a série de conquistas de Vettel e da extraordinária Red Bull. Mas o grupo coordenado por Christian Horner, na área esportiva, e Adrian Newey, na técnica, é seguramente o mais eficiente hoje da competição.

Não é por acaso que conquistaram com os três últimos títulos de pilotos, com o fenomenal Vettel, o de construtores e caminham, conforme todos veem, a passos largos para repetir o sucesso este ano.

Mas o que mais assusta a concorrência, não há exagero no termo assustar, é que o maior responsável pelos velozes e equilibrados carros da Red Bull, Adrian Newey, melhor se expressa quando há uma mudança radical no regulamento, como a ser adotada pela Fórmula 1 em 2014.

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