Recado importante aos amigos do blog

liviooricchio

02 de outubro de 2007 | 21h26

Olá amigos.
Aqui em Pequim são 7h30 de quarta-feira, dia 3 de outubro de 2007.
Antes de sair para a minha peregrinação na busca de dados para montar o mapa de operações da equipe que virá cobrir a olimpíada, ano que vem, preciso intervir no que está acontecendo no nosso espaço, depois de ler os últimos comentários.

O que se passa, pessoal? Onde estou errando, por favor? Na minha ausência direta nos debates, não intermediando as discussões? Quanto a isso não há muito o que possa fazer. Amaria poder ser mais interativo. Creio que as chances de as relações entre comentaristas se deteriorarem seriam menores. Mas o blog se insere num elenco grande de atividades que realizo, apesar do imenso carinho que me representa este espaço.

Sempre que leio os comentários sinto uma pontinha de orgulho de estar por detrás de um blog caracterizado pela densidade das mensagens. Tudo bem que o nosso tema gera paixão e, como tal, tomadas de posições, por vezes, um tanto radicais, coisa do tipo paixão e ódio. Cabe a nós sabermos administrar melhor as reações.

Não é por que considerei um acinte a punição a Robert Kubica, por ter tocado em Lewis Hamilton, no Japão, que não vou considerar ainda mais vergonhoso o que fizeram com Fernando Alonso ano passado em Monza. A impressão que tenho é que a relação fã-ídolo transformou-se em relação de exclusão: seu gosto deste, não posso me permitir admirar o outro.

Senna ou Piquet? Até hoje me fazem essa pergunta. Por que não os dois? Ambos foram brilhantes como pilotos. Com suas características, verdade, mas profundamente capazes no que faziam. Não é pecado admirar os dois, ainda que nos identifiquemos muito mais com um deles.

É o caso agora de novo: Hamilton ou Alonso? Senhores, quem gosta de corrida de carro não tem como não respeitar os dois. Pode enxergar mais predicados nesse ou naquele, está a critério de cada um, mas não há como negar sua competência.

É a partir dessa quase obrigação que as pessoas se impõem de defender “suas causas” que acabam, em algumas ocasiões, transcendendo um pouco a realidade. Gente, isso aqui é só um esporte. Um grande negócio, competição tecnológica, sabemos, mas em essência, no que nos toca, presta-se ao divertimento.

Vamos manter o nível, vamos continuar expondo nossas argumentações ou apenas sentimentos, que sejam, mas não cair na média boçal dessa nação rica de irresponsabidades. Vocês viram, agora, quem o presidente do Conselho de Ética do Senado (imagine, senhores) escolheu para relator dos processos contra Renan Calheiros? Seu mais forte aliado.

Isso, sim, deve gerar revolta e ações práticas da nação. Eles têm responsabilidade direta na ausência de saúde e educação do País, dentre tantas outras coisas lesivas, em favor de si próprios. Tumores devem ser extirpados, clínica ou cirurgicamente.

Se Hamilton é melhor que Alonso ou vice-versa é apenas uma questão de interpretação de cada um de nós sem maiores consequências para o rumo de 180 milhões de cidadãos, diferentemente do que se passa com os desmandos no meio político brasileiro e aceitamos sem esses lampejos, ao menos efetivos, de contestação e rebeldia que têm surgido no blog.

Obrigado, amigos!

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