Reunião histórica discutirá como estabelecer limite de investimentos na F-1

liviooricchio

30 de janeiro de 2008 | 19h29

30/I/08
Representante da FIA, Tony Purnell, e das 11 equipes que disputam o Mundial começam a decidir amanhã, quinta-feira, em Paris, como será a sensível redução de custos exigida pela entidade para a disputa da competição a partir de 2009. Desde que a Fórmula 1 foi criada, em 1950, nunca se estabeleceu nenhum limite de investimento. Ao contrário, essa liberdade sempre foi uma de suas bandeiras de marketing.

Times como Ferrari, McLaren e Toyota têm orçamento próximo dos 400 milhões de euros (R$ 1,06 bilhão). “Não é compatível com a atual realidade da economia mundial”, diz o presidente da FIA, Max Mosley. O dirigente inglês deseja reduzir esse número pela metade. Duas propostas estão sendo discutidas. Uma limita o orçamento no valor total e outra estabelece cotas de investimento para cada área de trabalho, como motor, aerodinâmica e transmissão.

O objetivo da FIA é fazer com que escuderias que não dispõem de apoio oficial de montadoras e não têm elevados recursos financeiros próprios, a exemplo de Williams, Red Bull, Toro Rosso, Super Aguri e Spyker, não apresentem desempenho muito inferior ao das mais ricas. Ainda que dispor das mais elevadas somas de dinheiro não garanta, necessariamente, o sucesso na Fórmula 1.

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