Rosberg defende fim do reabastecimento de gasolina. Head, não.

liviooricchio

13 de outubro de 2009 | 20h58

13/X/09

Enquanto Rubens Barrichello desmentia ontem, em São Paulo, ter já assinado com a Williams, mas apenas por razões contratuais, já que o negócio está fechado, seu provável substituto na Brawn GP, o alemão Nico Rosberg, a quem Rubinho substituirá na Williams, também conversava com a imprensa brasileira. A exemplo de Rubinho, ele negou que assumirá sua vaga na Brawn GP. Mas essa é outra transferência dada como certa na Fórmula 1.

O pai de Nico é o finlandês Keke Rosberg, campeão do mundo de 1982, com a Williams. No ano que vem, o reabastecimento de combustível será proibido durante as corridas. Nico comentou: “Quando anunciaram a mudança, meu pai me disse que agora vamos ver o que é carro de corrida de verdade.”

A partir da próxima temporada, nos pit stops as equipes apenas substituirão os pneus. “Teremos um carro muito diferente no começo e no fim da corrida.”

Os carros começarão a prova com cerca de 180 quilos de combustível. Esse desafio de engenharia, de produzir um carro capaz de ser eficiente em condições bastante distintas, com muito e pouco peso, pode fazer com que, a exemplo deste ano, com a Brawn GP, alguma equipe desenvolva um modelo bem mais veloz do que os concorrentes.

Um dos objetivos da proibição de reabastecimento é transferir as ultrapassagens dos boxes para as pistas. “Será bem mais seguro, sem dúvida”, diz Rosberg.

Curiosamente, dentro da própria Fórmula 1 há quem acredite que a medida terá efeito contrário do desejado. É o caso de Patrick Head, diretor de engenharia da Williams. “É difícil vermos ultrapassagens na pista de uns bons anos para cá por causa basicamente da aerodinâmica dos carros. O reabastecimento tornou as corridas mais atraentes por um piloto poder ganhar ou perder posições nos boxes”, disse em Cingapura.

Para o engenheiro inglês, a FIA voltará atrás dentro de alguns anos. “Dou umas três temporadas para reintroduzirem o reabastecimento na Fórmula 1, por entenderem que as corridas ficaram chatas demais.”

Outro motivo que levou a FIA a estabelecer que os carros devem ter já na largada gasolina suficiente para receber a bandeirada é a necessidade de reduzir custos. “Custa caro levar para fora da Europa os equipamentos para reabastecer”, confirmou Head. Cada piloto tem a sua máquina de reabastecer, de dimensões e peso generosos, e os times costumam ter uma de reserva.

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