Rubinho, agora comentarista, vai para o meio do circuito, ver os carros de perto.

liviooricchio

19 de abril de 2013 | 12h52

19/IV/13
Manama, Bahrein

Amigos, conversei com o Rubinho, agorá há pouco aqui no paddock. Esse texto está disponível
no portal do Estadão também.
Abraços

Rubens Barrichello está no circuito de Sakhir. Não veio apenas assistir ao GP de Bahrein e rever amigos, formados em quase 20 anos de relacionamento na Fórmula 1 (disputou 325 Gps), mas para comentar o evento para a TV Globo. Fará dez etapas este ano, ao mesmo tempo em que disputa o campeonato da Stock Car.

“Hoje fiz uma coisa que gosto muito mas por falta de possibilidade não fazia na Fórmula 1. Fui para o meio da pista para ver e entende melhor os carros”, disse ao Estado. “Gostei muito da Lotus, carro estável. Red Bull e Mercedes me pareceram semelhantes, muito velozes numa volta, mas os tempos caem mais na sequência que a Lotus.”

A análise prossegue: “A Ferrari deixou muito boa impressão também, como a Lotus, principalmente com o Kimi.” A Force India escorregava com as quatro rodas, bom sinal, e eles são muito velozes nas retas, daí o bom tempo do Di Resta (quinto tempo). O desgaste dos pneus será grande aqui, deu para ver, principalmente os traseiros. O traçado exige muita tração, faz calor e até a areia que invade o asfalto explicam esse desgaste dos pneus traseiros.”

Há uma única diferença entre a Fórmula 1 que deixou, pela Williams, no fim de 2011, e a que está vendo agora: “Como as equipes trabalham a questão dos pneus. Eles focalizam o trabalho na compreensão dos pneus. Os pneus fazem o espetáculo”. Rubinho não é crítico com a opção de Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, e os pneus produzidos pela Pirelli, concebidos para durar pouco. “Fizeram uma escolha. Você pode até questionar, dizer que as corridas são menos técnicas, mas inegavelmente mais emocionantes, imprevisíveis.”

Depois de uma temporada na Fórmula Indy, em 2012, e estar já envolvido com a Stock Car, a Fórmula 1 representa hoje uma realidade um pouco distante para Rubinho, a um mês de completar 41 anos. “Sou bem resolvido com isso, mas se alguém me perguntar se quero dar uma voltinha no carro respondo que é para já.”

Além de correr de Stock Car e comentar a Fórmula 1 para a TV Globo, Rubinho tem outra responsabilidade, este ano: “Meu filho Eduardo (10 anos) está correndo de kart, estou dando todo o apoio. Ele lembra muito a maneira como eu pilotava”, comentou, orgulhoso.

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