Rubinho, agora é tudo ou nada. Acredito no tudo.

liviooricchio

13 de setembro de 2009 | 18h36

Amigos, esse é o texto da minha coluna na edição do JT nesta segunda-feira

Jenson Button vai marcar Rubens Barrichello homem a homem, agora, não mais por zona. E até pode permitir que lance algumas bolas com precisão para a cesta. Mas quando a bola estiver na sua posse, vai gastar os 30 segundos a que tem direito antes de arremessar. Como falta pouco tempo para a partida terminar, apenas a posse de bola dentro do limite legal lhe garante o título.

Mas Rubinho pode roubar algumas bolas enquanto Button passa apenas o tempo sem arremessar, e converter em pontos. Isso é possível, vimos algumas vezes acontecer na Fórmula 1. O momento é muito mais de Rubinho que de Button. Como piloto. Como foi bem mais favorável ao inglês até a etapa da Turquia.

O que desejo dizer é: dá para Rubinho ser campeão. Está mais motivado que nunca. Button, claramente temeroso e assustado. E não pode partir para o ataque de maneira alguma. Seria a estratégia mais equivocada para assumir.

O traçado de Cingapura guarda boas semelhanças com o de Valência: pista de rua, curvas de
90 graus, retas longas e temperatura elevada. Rubinho ganhou em Valência. A Brawn não deverá ter problema com temperatura dos pneus. E se não fizer frio em Suzuka, parece ser bem possível para Rubinho andar bem, junto da Red Bull, traçado perfeito para eles.

Interlagos é outro circuito bom para a Brawn GP e deverá fazer calor. A dúvida é Abu Dhabi, desconhecida por todos, embora a esperada temperatura elevada possa favorecer a Brawn GP. Em resumo, é provavel que a Brawn GP lute pelas primeiras colocações em pelo menos três das quatro corridas que restam.

E do jeito que está pilotando Rubinho, não é nenhum sonho imaginá-lo na frente de Button nessas provas. Mais: com um pouco de sorte, Rubinho ver o inglês marcar menos pontos em alguma delas e, nos Emirados Árabes, dia 1.º de novembro, largar em condições de conquistar o nono título do Brasil na Fórmula 1.

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