Rubinho de novo descarta ter sido preterido na Brawn GP

liviooricchio

27 de setembro de 2009 | 17h04

27/IX/09
GP de Cingapura
Livio Oricchio

Ficou difícil para Rubens Barrichello realizar o sonho de ser campeão do mundo. O sexto lugar no GP de Cingapura, ontem, associado à quinta colocação do companheiro de Brawn GP, Jenson Button, permitiram ao inglês ampliar a diferença de 14 para 15 pontos na liderança do campeonato (84 a 69), o que já lhe dá a chance de domingo, no GP do Japão, poder conquistar o título. Lewis Hamilton, da McLaren, venceu com autoridade, de ponta a ponta, a corrida noturna da Fórmula 1.

Quando Rubens Barrichello fez seu segundo pit stop, na 46.ª volta, ontem, a 15 da bandeirada, ocupava a terceira colocação, atrás do líder Lewis Hamilton, da McLaren, e Fernando Alonso, Renault. Na realidade era o quarto em razão de Timo Glock, da Toyota, segundo, ter feito o segundo pit stop na volta anterior e recuperaria a posição.

Nessa volta, o companheiro de Rubinho na Brawn GP, Jenson Button, estava em quarto, 5 segundos e 540 milésimos atrás. Faria sua segunda parada, no entanto, apenas na 51.ª volta, cinco depois. Ao Rubinho estacionar seu carro nos boxes, o motor Mercedes da Brawn morreu. “Eu não sei o que aconteceu. O neutro (ponto morto) não entrou. Acreditamos que seja um problema no botão, dá para ver pelas imagens da TV que eu o aciono”, explicou. Rubinho luta para permanecer na frente de Button e reduzir a diferença na classificação do campeonato. Nas últimas quatro etapas havia recuperado 12 pontos.

“O sistema que impede de o motor morrer, também, o anti-stall, não funcionou, o que já me aconteceu duas vezes este ano”, disse Rubinho. Os mecânicos tiveram de religar o motor com o sistema pneumático. Heikki Kovalainen, da McLaren, realizou o segundo pit stop na mesma volta, para inserir o mesmo volume de gasolina, e precisou, no total, entre a entrada e saída dos boxes, 23 segundos e 625 milésimos. Rubinho, 27 segundos e 438 milésimos, ou 3 segundos e 813 milésimos pior.

“O Button me ultrapassou por causa desse tempo perdido no pit stop”, disse Rubinho, bastante incomodado com a situação. Afinal ele largou em nono, ultrapassou Robert Kubica, da BMW, e Kovalainen, na largada, assumiu o sétimo lugar, e a corrida parecia lhe ser favorável, já que Button ocupava apenas a décima colocação.

Mas além do tempo perdido de Rubinho, Button encontrou pista livre pela frente entre a 46.ª e a 51.ª volta e registrou tempos excelentes, o que o fez deixar os boxes depois do segundo pit stop já na frente do companheiro de Brawn GP, em quinto. Rubinho também perderia uma posição para Sebastian Vettel, da Red Bull, que fizera a segunda parada antes, na 39.ª volta e ainda na 43.ª cumpriria drive through por excesso de velocidade nos boxes.

“Estou bem desapontado com o resultado, mas se eu considerar que tive de trocar o câmbio (perdeu cinco colocações no grid), bati na classificação, tive problemas de freio durante a corrida, fui atrapalhado pelo safety car, meu pit stop foi bastante ruim e mesmo assim perdi um ponto apenas para o Button, tenho de entender que estou no lucro”, comentou Rubinho.

Você foi prejudicado?

A pergunta era absolutamente inevitável: não dá para suspeitar de favorecimento a Button, afinal ele é inglês, vai continuar na Brawn GP ano que vem, você é dúvida, e seria de interesse do time ver Button campeão? “Não. Fui mais rápido que ele o fim de semana todo, classificando-me na sua frente, na corrida também, e é dessa forma que tenho de ir para as três provas finais, mais do que tudo ganhando corrida.”

Glock terminou em segundo, Alonso, terceiro, com desempenhos ótimos, e Vettel, quarto, que soma agora 59 pontos, com possibilidades matemáticas, ainda, de ser campeão.

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