Rubinho: "Está fácil ser o herói dos testes de inverno."

liviooricchio

16 de fevereiro de 2010 | 18h21

16/II/10
Livio Oricchio, de Nice

Apesar de estar se preparando para disputar sua 18.ª temporada na Fórmula 1, o piloto de maior longevidade na competição, Rubens Barrichello, afirmou ontem à noite, sob chuva e frio, no circuito de Jerez de la Frontera, onde hoje recomeça a treinar com a Williams: “Nunca vi um campeonato tão imprevisível como esse. Não dá para saber quem está rápido. Do meu lado, estou gostando da nossa evolução.”

Com exceção da Campos e da USF1, as demais 11 equipes inscritas no 61.º Mundial da história da Fórmula 1 vão estar na pista espanhola de hoje até sábado, no penúltimo período de testes antes da primeira corrida, dia 14 no circuito de Sakhir, em Bahrein. Mesmo as duas estreantes, Virgin, de Lucas di Grassi, e a Lotus. Os três brasileiros estarão hoje em atividade: Rubinho, Di Grassi e Felipe Massa, Ferrari.

Rubinho disse já saber que o modelo FW32 da Williams, equipado com motor Cosworth, é pelo menos confiável. Entre o ensaio de Valência, de 1 a 3, e o de Jerez, na semana passada, foram 2.962,3 quilômetros de testes, entre o percorrido por ele e o companheiro, o alemão Nico Hulkenberg. “Quanto à velocidade, é impossível fazer uma análise. Se eu tirasse gasolina do carro poderia ter sido o primeiro em todo treino”, explicou Rubinho.

“Está muito fácil na Fórmula 1, hoje, ser o herói dos testes de inverno, com essa diferença enorme que faz estar com 160 quilos de combustível ou 10 quilos”, complementou. O piloto de 37 anos comentou não entender como apontam Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes como as mais eficientes. “O Alonso deu 49 voltas seguidas, aqui, semana passada, mas para dar 49 voltas você não precisa do tanque cheio. Ele estava, não estava, quem sabe? A cada 10 quilos a mais perdemos um pouco mais de três décimos de segundo por volta.”

O que se tem a fazer nessa condição de uma variável condicionar tudo, no caso o volume de gasolina no tanque, já que será proibido reabastecer nas corridas este ano, é preocupar-se com o próprio carro. “O nosso avanço em relação ao modelo da Williams do ano passado é bom, o que me deixa contente”, disse. E mesmo o motor Cosworth, que em Valência não parecia estar no nível dos melhores evoluiu. “Tínhamos problemas de gerenciamento eletrônico, agora resolvidos. A potência é boa.”

Nos campeonatos anteriores, sempre foi possível se ter uma boa ideia do potencial de cada escuderia antes da abertura do Mundial. E as surpresas eram poucas. “Este ano, só vamos saber mesmo que está forte ou nem tão rápido depois da sessão de classificação lá em Bahrein. Lá, sim, poderemos compreender o que agora é impossível.” Deu sua opinião sobre Michael Schumacher, piloto da Mercedes, embora não tenha conversado, ainda, com o ex-companheiro de Ferrari de 2000 a 2005: “Acho que vem para lutar pelas vitórias.”

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