Rubinho fará a festa pelos 257 GPs na Turquia

liviooricchio

13 de março de 2008 | 21h03

14/III/08
GP da Austrália
Livio Oricchio, de Melbourne

Início

Agora não há mais controvérsias. Rubens Barrichello definiu um critério para apurar o número de corridas de Fórmula 1 que já disputou e, assim, poder planejar a etapa do campeonato que assumirá a liderança do ranking do piloto com maior participação em GPs da história. “Será na Turquia”, afirmou, ontem, no circuito Albert Park, em Melbourne, onde hoje à meia-noite, horário de Brasília, disputa a sessão classificatória do GP da Austrália.

“O critério é simples: conto toda corrida em que me apresentei para largar no grid”, explica Rubinho. “Se depois aconteceu alguma coisa que não me permitiu correr, tudo bem, mas trabalhei o fim de semana até chegar aquele ponto e alinhei o carro no grid.”

O guia produzido pelo suíço Jacques Deschenaux, Grand Prix Guide, traz que Rubinho disputou desde a sua estréia no GP da África do Sul de 1993, com Jordan, até o GP do Brasil do ano passado, Honda, 250 provas de Fórmula 1. Pelo seu critério, Rubinho participou da corrida na Bélgica, em 1998, em que depois da largada envolveu-se num múltiplo acidente. Como a Stewart, seu time, não tinha mais carro disponível, Rubinho ficou de fora na nova largada.

Já as provas da Espanha e da França, em 2002, não fazem parte da contagem de Deschenaux. Nas duas Rubinho levou sua Ferrari para o grid mas, com problemas mecânicos, acabou retirado do grid e sequer largou. “Pelo meu critério, essas duas provas valem como corridas disputadas porque trabalhei todo o fim de semana e levei o carro para o grid”, explica o piloto.

Já o GP de San Marino de 1994 não entra na sua lista. No treino classificatório de sexta-feira, sofreu seu mais sério acidente na Fórmula 1 ao bater na Variante Baixa, com Jordan. Acabou hospitalizado, com nariz e costela fraturados, e não participou da sequência do trágico GP.

Pela nova contagem de Rubinho são, portanto, 252, por considerar as etapas da França e Espanha em 2002, não levadas em conta por Deschenaux. O calendário deste ano apresenta a etapa de Melbourne e depois, Malásia, dia 23, Bahrain, 6 de abril, Espanha, 27 de abril, e Turquia, 11 de maio. O recorde de participações é do italiano Riccardo Patrese, que entre o GP de Mônaco de 1977, com Shadow, e o GP da Austrália de 1993, com Benetton, esteve em 256 GPs.

“Na Espanha, este ano (quarta etapa do campeonato), o Rubinho iguala o Patrese”, disse em Melbourne a irmã do piloto, Renata, que faz parte do seu grupo de assessoria. Como o piloto tem, pelo novo critério, 252 participações, então em Barcelona atingirá 256, mesma marca do italiano. “Na Turquia o Rubinho assumi o primeiro lugar”, explica. Outros desse ranking são: Michael Schumacher, 249, David Coulthard, 228, e Gerhard Berger, 210.

Haverá celebração. “Meu primo, Carlos Barrichello, filho do irmão de meu pai, trabalha com design e projetou a pintura do novo capacete que o Rubinho utilizará em Istambul”, conta Renata. A responsabilidade pela pintura é de Sid Mosca. O carro da Honda terá, também, uma referência à marca e depois a imprensa será chamada para uma breve cerimônia no paddock, explicou.

“A Audemars Piguet vai lançar uma linha exclusiva com apenas 257 exemplares para lembrar o recorde do Rubinho”, falou Renata. A marca suíça de relógios já possui a linha Rubens Barrichello, usada pelo piloto.

Apesar do planejado para celebrar sua marca de piloto de maior longevidade na história da Fórmula 1, Rubinho não programou, pessoalmente, nada de especial para comemorar.

Na etapa de Istambul ficará, como sempre, hospedado no próprio motorhome, na área do autódromo, no lado Asiático, a fim de evitar as horas de deslocamento até o centro, já na porção européia da cidade. “Meu foco maior, agora, é fazer da Honda, junto com o Ross Brawn (novo diretor-técnico), uma equipe em ascensão.”

FIM

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.