Sebastian Vettel, grande talento da nova geração

liviooricchio

07 de outubro de 2007 | 15h05

07/X/07
Livio Oricchio, de Xangai

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Aos gritos, depois da bandeirada, Sebastian Vettel, disse: “Devolvi na pista as cinco colocações que me tiraram”. Os comissários o puniram porque teria atrapalhado Heikki Kovalainen, da Renault, na classificação. O alemão de apenas 20 anos disputou, ontem, prova brilhante e acabou em quarto (largou em 17º). O ótimo momento da Toro Rosso permitiu também a seu parceiro, Vitantonio Liuzzi, ser sexto. Vettel é visto com um grande talento da nova geração.

Emoções distintas para Jenson Button e Rubens Barrichello, da Honda. O inglês obteve o quinto lugar e Rubinho, com três pit stops, ficou em 15º apenas. “Troquei os pneus para pista seca na hora certa e realizei várias ultrapassagens, sempre no limite de perder o controle do carro”, explicou Button, no melhor resultado da equipe este ano. Já Rubinho trocou os pneus para pista seca e em seguida choveu, o que o obrigou a substituí-los para, na sequência, realizar outro pit stop para regressar aos de asfalto seco. “Decisões equivocadas de todos”, afirmou Rubinho.

Flavio Briatore, diretor-geral da Renault, não viajou à China. O italiano tenta levantar um orçamento que lhe permita ter na equipe, de novo, Fernando Alonso. Apesar de o campeonato não ter terminado, nos próximos dias as negociações com o espanhol vão continuar. O maior problema é a multa rescisória do contrato com a McLaren caso os advogados de Alonso não consigam se livrar dela. Ron Dennis, da McLaren, disse sábado que não facilitará nada a ninguém.

As chances de Robert Kubica vencer o GP da China eram reais, ontem. Na 34ª volta, ele liderava a competição e não pararia mais. “Foi difícil manter-me na pista com os pneus de pista seca quando choveu, mas em seguida as coisas se inverteram, a ponto de assumir o primeiro lugar. De qualquer forma, não adiantou correr o risco porque uma pane hidráulica não me permitia mais trocar as marchas.” Kubica abandonou. O polonês está em pé de guerra com seu engenheiro, mas Mario Theissen, diretor da BMW, insiste em mantê-lo na equipe.

Na entrevista coletiva e depois com os espanhóis, Fernando Alonso disse acreditar que não irá existir favorecimento a Lewis Hamilton no GP do Brasil, o que definirá o título mundial. “Uma coisa é o que eles falam de mim (Ron Dennis nunca o criticou publicamente) outra é o carro e os recursos que me oferecem. Em corrida foi sempre o mesmo para os dois.” Curiosamente, ontem mesmo, disse estranhar o que se passou na sessão classificatória, sábado, quando afirma ter sido detectada pressão mais elevada do normal nos seus pneus.

A partir do GP da China, os pilotos deverão respeitar nova distância mínima do safety car. Até a etapa de Fuji era a equivalente a 5 carros, ou mais ou menos 20 metros. Charlie Whiting, diretor de prova, alterou para 10 carros, ou 40 metros. O objetivo é evitar situações dúbias como a do GP do Japão, quando Hamilton não respeitou a distância mínima, provocou o acidente entre Sebastian Vettel e Mark Webber e não foi punido.

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