Semana que vem, em Barcelona, carros já vão ter importantes modificações

liviooricchio

13 de fevereiro de 2013 | 13h17

13/II/13

Nice
A partir de terça-feira, as 11 equipes que disputam o Mundial vão iniciar no Circuito da Catalunha, em Barcelona, a segunda série de testes da pré-temporada. Depois restará ainda, antes da abertura do campeonato, dia 17 de março na Austrália, um último período para testes, de 28 de fevereiro a 3 de março, também em Barcelona.

As modificações a serem apresentadas nos carros, agora, seguirão a orientação dos ensinamentos obtidos semana passada no primeiro ensaio, em Jerez de la Frontera, na Espanha. “Achamos o caminho para desenvolver nosso carro. Já para Barcelona teremos importantes novidades no F138”, afirmou Felipe Massa, da Ferrari, em Jerez, autor do melhor tempo. O pacote maior, contudo, ficará para o último treino, como o posicionamento definitivo dos terminais de escape, recurso fundamental para a geração de pressão aerodinâmica.

Mark Webber, da Red Bull, definiu os primeiros quatro dias de testes na pista espanhola como “o 21.º GP da temporada passada”. E explicou que o que se viu na pista de Jerez foi a sequência literal das últimas corridas de 2012, com a Red Bull, sua equipe, com pequena vantagem sobre McLaren, Lotus e Ferrari. Mas isso não quer dizer que esse será o desenvolvimento na etapa de Melbourne, este ano, e uma semana depois a de Sepang, na Malásia.

“Já para o teste de Barcelona teremos novos componentes no carro e nossa base, agora, é melhor que a do ano passado”, disse Jenson Button, da McLaren, junto de Sebastian Vettel, Red Bull, autor dos tempos que melhor impressão causaram, por terem sido obtidos com os novos pneus duros da Pirelli, enquanto Massa, por exemplo, os fez com os macios, mais aderentes. Button não esconde que a McLaren tem potencial para vencer a Red Bull, campeã nos três últimos anos. “Começamos nosso trabalho de uma maneira muito promissora.”

O diretor técnico da Red Bull, Adrian Newey, lembrou em Jerez que os novos pneus representam a única modificação real este ano, pois o regulamento é o mesmo de 2012. “Quem melhor responder a esse desafio, entender esses pneus e melhor aproveitá-los vai vencer”, afirmou. “São diferentes dos usados no ano passado e realizamos um único breve treino com eles, em Interlagos.”

Em entrevista exclusiva ao Estado, Paul Hembery, diretor da Pirelli, explicou: “Tivemos de pilotos e técnicos um retorno positivo depois do teste de Jerez. Nos sinalizaram que os novos pneus são sem dúvida mais rápidos e atingem sua temperatura ideal de aderência mais velozmente também, alguns de nossos objetivos este ano.”

É verdade, ainda, que o desgaste, mesmo do tipo duro, foi elevado. “Jerez não é referência por causa da condição do asfalto. Penso que no ano que vem talvez devamos ir ao circuito de Bahrein ou Abu Dabi”, falou Hembery. O asfalto da pista espanhola expôs demais as pedras que o compõem, por causa do elevado desgaste, o que fez com que os pneus tivessem vida útil ainda mais breve da imaginada.

Os projetistas entenderam também que as atualizações a serem incorporadas em Barcelona devem levar em conta, depois da experiência de Jerez, a interferência desses novos pneus na aerodinâmica. “As paredes têm outra construção, agora. Nossa intenção era oferecer maior aderência mecânica, reduzindo, assim, a importância da aerodinâmica. Isso nos faz prever que haverá menor diferença entre o desempenho das equipes grandes e as médias”, comentou Hembery.

De fato, em Jerez, Sauber, Force India e Toro Rosso sugeriram não estar desproporcionalmente distantes de Red Bull, McLaren, Lotus, Ferrari e Mercedes. A Williams apresentará seu modelo de 2013 dia 19, em Barcelona, antes do início do segundo treino. E deve fazer parte desse bloco também.
A leitura do mexicano Jo Ramirez, coordenador de equipe campeão do mundo com Tyrrell e McLaren, dos ensaio de Jerez é esta: “Penso que teremos três blocos distintos. No primeiro, Red Bull, McLaren, Lotus e Ferrari, nessa ordem, bem próximos. Em algumas provas, a Mercedes também. Lewis faz a diferença. No segundo bloco, não distante do primeiro, vão estar Sauber, Force India, provavelmente Williams e Toro Rosso. E no fim, mais perto que em 2012, Caterham e Marussia.

A impressão geral no entanto, é uma só: a temporada não deverá ser distinta da de 2012, com oito vencedores diferentes nas 20 etapas disputadas.

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