Todos à espera da decisão de Alonso. Mas não há lugar para ele fora da Renault.

liviooricchio

18 de julho de 2008 | 14h44

18/VII/08
GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Hockenheim

A McLaren está dando mostra à Ferrari de que a conquista do título, este ano, poderá ser mais difícil do que parece, apesar de, na média, dispor do carro mais eficiente. Ontem Lewis Hamilton estabeleceu o melhor tempo nas duas sessões livres do GP da Alemanha e a previsão para hoje, quando será disputada a sessão classificatória, é de chuva, cada vez mais a especialidade do jovem inglês da McLaren.

Mas se existe um piloto sobre quem recaem todas as atenções agora, início da segunda metade do campeonato, é Fernando Alonso, da Renault. “Todos esperam ele definir seu futuro para depois o mercado de pilotos se mexer”, explicou Rubens Barrichello, da Honda, 14º ontem.

Para Felipe Massa, líder do Mundial como seu companheiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, e Hamilton, os três com 48 pontos, a McLaren será adversária difícil hoje na definição do grid e nas 67 voltas da prova, amanhã, no circuito de Hockenheim. “Mas esse tempo de hoje (ontem) eles conseguiram com menos gasolina”, afirmou Massa. Hamilton fez 1min15s025, enquanto Massa tinha 1min15s722.

O desempenho crítico em Silverstone, há duas semanas, sob chuva, não desanima Massa caso chova mesmo hoje, como indica a Meteo France, serviço oficial da FIA. “Não é porque eu tive uma corrida ruim na chuva que eu não possa ter uma boa agora”, afirmou. Nelsinho Piquet, da Renault, registrou o 15º tempo.

“Decidir, agora, por quê? Não é hora. O momento é de conversar. Vamos esperar agosto, setembro para ver o que é melhor”, disse Alonso, sobre se continua na Renault ou muda de equipe. Um dos times com quem abriu negociação já desistiu de contratá-lo, a Honda.

Alonso aceitava assinar por um ano, como fez com a Renault, mas os japoneses não abriram mão de três anos de compromisso. Por isso, ontem, Ross Brawn, diretor da Honda, afirmou em Hockenheim que a Honda deve continuar com Rubens Barrichello e Jenson Button. Rubinho comentou: “Ainda não assinei nada”. Como Ross Brawn tem plenos poderes na Honda, esse deverá mesmo ser o desfecho da hitória.

Stefano Domenicali, diretor-esportivo da Ferrari, respondeu ontem de forma clara a respeito de seus pilotos para 2009: “Os dois estão sob contrato”. Massa e Raikkonen formarão a dupla da Ferrari. Apesar de Alonso e Robert Kubica sempre dizerem que “adorariam” ser companheiros de equipe, Mario Theissen, diretor da BMW, já adiantou que esse não será o caminho do espanhol: “Colocaria enorme pressão num grupo que está crescendo, não seria bom, e seu preço está acima do nosso orçamento de pilotos”.

A McLaren é questão fechada, para Alonso, escuderia com quem fez acordo para rescindir seu contrato de três anos depois do primeiro, ano passado. Os espanhóis perguntaram a ele, ontem, o que achava da notícia do Times, de que Anthony Hamilton, pai de Lewis Hamilton, teria oferecido o filho à Ferrari. “Já fez coisa bem pior. Nada que vem dos lados da McLaren me surpreende”, falou Alonso.

Diante desse quadro, Alonso deverá mesmo é ficar onde está, em 2009, tendo como companheiro Nelsinho Piquet. E se ele não deixar o time francês, como tudo indica, as substituições de pilotos na próxima temporada serão poucas. Uma das novidades deverá ser Bruno Senna, com boas chances de competir na Toro Rosso.

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