Toro Rosso – Red Bull: é pegar ou largar!

liviooricchio

16 de fevereiro de 2012 | 17h13

16/II/12

Livio Oricchio, de São Paulo

O tema não é novo. Mas hoje, quinta-feira, leio aqui na redação do Estadão, em São Paulo, o material das agências de notícias e encontro uma entrevista com Franz Tost, o sempre acessível diretor da equipe Toro Rosso. O austríaco aborda ainda a questão da dispensa do espanhol Jaime Alguersuari e do suíço Sebastien Buemi. Quase nada fala dos seus substitutos, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne.

Mas para bom entendedor meia palavra basta. A razão principal de Dietrich Mateschitz, proprietário da Red Bull, manter uma segunda equipe na Fórmula 1, a Toro Rosso, ficou, agora, bastante clara: testar pilotos para serem aproveitados pelo time da organização capaz de lutar pelos títulos, Red Bull. Claro que já sabíamos disso. A novidade é a definição da política de avaliação de seus pilotos, definida em conjunto com o descobridor de talentos do programa da Red Bull, Helmut Marko, com moral alta depois de sustentar desde o início que Sebastian Vettel era um campeão do mundo em potencial.

E, obviamente, Ricciardo e Vergne já compreenderam o recado: vão dispor da temporada deste ano para conhecer o que é a Fórmula 1 e, se não decepcionarem logo de cara, do campeonato de 2013 também para mostrar o que podem fazer. Entenderam, da mesma forma, que o desejado por Mateschitz e Marko é algo grandioso. Vão ter de mostrar dispor de talento e competência para lutar pelas vitórias caso tornem-se pilotos da Red Bull.

Por não enxergarem em Alguersuari e Buemi essa capacidade e, portanto, não mostrarem-se à altura de ascender da Toro Rosso a Red Bull, ambos foram substituídos por outras duas promessas do programa de desenvolvimento de pilotos da empresa, que têm, agora, essa obrigação nos dois anos de experiência que lhes serão proporcionados na Fórmula 1. O espanhol e o suíço passaram a imagem de serem apenas bons pilotos, pouco para ganharem o privilégio de pilotar o melhor carro da Fórmula 1. Os homens que decidem na Red Bull são conscientes do estado de excelência da escuderia.

É verdade que, este ano, diante da boa base do projeto STR7-Ferrari da Toro Rosso, conforme os treinos de Jerez de la Frontera indicaram, Ricciardo e Vergne terão um pouco mais de facilidades que seus antecessores para demonstrar o que lhes está sendo cobrado desde já. É pegar ou largar, compulsoriamente. A lição foi exposta de forma didática a todos os jovens pilotos apoiados pela Red Bull que sonham chegar à Fórmula 1.

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