Treinos ratificam impressão de supercorrida

liviooricchio

09 de setembro de 2011 | 19h49

09/IX/11

Livio Oricchio, de Monza

  A posição de largada do GP da Itália, a ser definida hoje, em Monza, ao contrário da maioria das demais pistas, não será tão determinante para o resultado final da corrida, amanhã, afirmaram pilotos como Sebastian Vettel, da Red Bull, o mais rápido ontem, e Lewis Hamilton, McLaren, segundo. “O que vai contar mesmo é como o carro vai se comportar nas 53 voltas da prova, aqui cheia de variáveis, algumas novas este ano”, comentou Jenson Button, companheiro de Hamilton, autor do sétimo tempo, ontem.

  A impressão de que o GP da Itália reúne todas as condições para ser se não o mais disputado do ano até aqui, pelo menos um dos mais emocionantes, se confirmaram nas duas sessões de treinos livres, ontem, realizadas sob calor intenso, 29 graus de manhã e até 30 graus à tarde. “Na classificação, amanhã, dois ou três décimos farão grande diferença na sua colocação final”, prevê Bruno Senna, da Renault, autor de bom treino, ontem, décimo tempo.

  Os números confirmam Bruno. Vettel fez 1min24s010 e Button, 1min24s508. Nesse intervalo de 458 milésimos havia cinco pilotos: Hamilton, Michael Schumacher, Mercedes, Felipe Massa, Ferrari, Fernando Alonso, Ferrari, e Mark Webber, Red Bull. Falou no grupo o alemão Nico Rosberg, companheiro de Schumacher.

  Para se ter uma ideia do quanto o sistema de recuperação de energia (kers), com seus 80 cavalos extra de potência, e o flap móvel interferem nos tempos de volta em Monza, Rosberg, sem o kers, e de tanque cheio ficou apenas em 22.º, a 5 segundos de Vettel. “Conforme Michael demonstrou, aqui é onde melhor poderemos estar próximos de McLaren, Red Bull e Ferrari na classificação e domingo”, comentou Rosberg. Schumacher ficou a 337 milésimos de Vettel.

  Felipe Massa deu uma risada de canto de boca ao ser lembrado do surpreendente trabalho da Red Bull em Monza. “É, estão rápidos”, disse, como quem não esperava vê-los na primeira colocação e talvez na luta pela pole position, hoje, o que manteria a hegemonia do time em sessões de classificação: fez as 12 poles até agora. Massa, como Alonso, disse que a Ferrari tem de mexer bastante no carro para melhorá-lo. “Nossos adversários começaram na nossa frente”, comentou. O bom público em Monza parece, este ano, não estar sendo influenciado pela fase difícil da Ferrari.

  Já Hamilton não teve papas na língua para comentar o treino e projetar a definição do grid, hoje, e a prova, amanhã. “Penso que a Red Bull estava com o carro mais leve que o nosso hoje”, afirmou. “Nosso carro está ótimo. Vencê-los aqui é algo possível.” Na sessão da manhã, Hamilton e Button estabeleceram os melhores tempos, confirmando o favoritismo da McLaren no GP da Itália.

  Bruno Senna comentou que, apesar do bom resultado, seu treino serviu para lhe dar sequência de trabalho. “Está me faltando, ainda, consistência”, explicou, sempre sincero. “Será uma classificação diferente de Spa, mais difícil para nós.” Já Rubens Barrichello, Williams, 15.º, explicou, resignado, que, “sem velocidade de reta, em Monza, não há como esperar nada”. A Williams usa um aerofólio traseiro que a faz perder muita velocidade na reta. Pastor Maldonado, companheiro de Rubinho, 16.º, afirmou o mesmo. A sessão de classificação, hoje, começa às 9 horas, horário de Brasília.

 

 

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