Uso dos pneus tem nova regra. Mas de pouco impacto.

liviooricchio

26 de janeiro de 2010 | 18h35

26/I/10
Livio Oricchio, de Nice, França

A maioria dos representantes das 13 equipes que vão disputar o campeonato decidiu, ontem, que os dez pilotos mais rápidos no treino classificatório, aos sábados, deverão iniciar a corrida, no dia seguinte, com o mesmo jogo de pneus que estabeleceram a melhor volta na última sessão da tomada de tempos para o grid, a Q3. Li a notícia no site da revista Autosport.

O objetivo é criar uma alternativa a mais de suspense ao espetáculo. Os times poderiam sacrificar uma melhor colocação no grid, adotando um tipo de pneu menos veloz numa volta lançada, os do tipo duro, mas de desempenho mais regular ao longo da corrida.

É pouco provável, contudo, que a medida tenha o impacto desejado, caso seja aprovada pela FIA, como deverá ser o caso. Primeiro porque a Bridgestone, este ano, oferecerá pneus duros e macios, como fazia, mas a diferença de performance entre os dois tipos não deverá ser muito grande. Vale lembrar que os carros vão iniciar as provas com cerca de 180 quilos de gasolina no tanque porque não será mais permitido reabastecer.

Com os 620 quilos do carro com o piloto mais os 180 quilos de gasolina, ou 800 quilos no total, os próprios pilotos irão procurar ser bastante prudentes no início da competição, sob o risco de encurtar a vida útil dos pneus e, principalmente, dos freios, que não tiveram alteração do ano passado para este. Como exigirão bem menos do equipamento, essa sutil diferença entre pneu macio e duro, nessa condição, tende a ser bem menos sentida.

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