Vettel confirma seu favoritismo e da Red Bull

liviooricchio

27 de março de 2010 | 06h43

27/III/10

Amigos, esse foi outro exercício de escrever um texto de apresentação da corrida sem ter assistido à classificação.

 Livio Oricchio, de Melbourne

 Fãs da Fórmula 1, profissionais ligados à competição, apostadores, a maioria vê como prováveis campeões do mundo, este ano, Fernando Alonso, da Ferrari, Lewis Hamilton, McLaren, e Michael Schumacher, Mercedes. Mas a impressionante evolução do jovem e talentoso Sebastian Vettel e a força, hoje, da sua equipe, a Red Bull, no entanto, o colocam numa condição até mais favorável para ficar com o título que os, por assim dizer, “favoritos”.

Amanhã, no GP da Austrália, esse alemão de apenas 22 anos que até há pouco tempo mantinha no quarto a foto do ídolo, Schumacher, tem nova oportunidade de expor sua extraordinária competência e começar a desmentir muita gente.

 Na abertura do campeonato, em Bahrein, há duas semanas, Vettel liderou a maior parte da corrida, mas um problema de ignição o fez cair para quarto, depois de largar na pole position. “Aqui em Melbourne temos carro para ganhar também, como em Bahrein”, afirma o mais jovem vencedor na Fórmula 1 que, com 21 anos, foi primeiro no GP da Itália de 2008, com Toro Rosso. E no ano passado, já na Red Bull, lutou até o fim para ser campeão, mas acabou vice. Somou ao currículo nada menos de quatro vitórias: China, a primeira da Red Bull, Grã-Bretanha, Japão e Abu Dhabi.

Sua velocidade, regularidade, agora mais experiente, e determinação levaram o engenheiro Giorgio Ascanelli, da Toro Rosso, time de propriedade da Red Bull, a fazer uma afirmação surpreendente: “Sebastian me lembra Ayrton Senna.” Ascanelli sabe o que fala. Foi engenheiro de Senna na McLaren. E o diretor esportivo da Red Bull, Christian Horner, não fica atrás: “Sebastian é um piloto completo.” Horner viu como Vettel aprendeu com os erros cometidos, no ano passado, na Turquia e Mônaco, por exemplo.

 Equívocos de um piloto jovem que, provavelmente, lhe custaram o título, pois ficou a 11 pontos de Jenson Button, da Brawn GP, hoje Mercedes, o campeão (95 a 84). Vettel sabe que com o novo critério de pontuação, em que as vitórias ficaram mais valorizadas, será importante não deixar o vencedor do GP de Bahrein, Fernando Alonso, e o segundo colocado, Felipe Massa, a dupla da Ferrari, não abrir mais pontos na classificação na etapa de amanhã, no circuito Albert Park.

O espanhol soma 25 pontos, Massa, 18, Lewis Hamilton, com o terceiro lugar, tem 15, e Vettel aparece em quarto, com 12. “É importante, mas não fundamental. A temporada terá 19 etapas. O que conta mesmo é que o RB06 é um grande carro”, afirma Vettel, esbanjando confiança: “Este ano, eu, como piloto, e minha equipe reunimos os elementos necessários para sermos campeões.” E completou: “Sem subestimar ninguém.”

Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, não esconde sua opinião: “Vettel deverá ser o campeão, apostaria nele”. Os concorrentes reconhecem essa pequena superioridade da Red Bull, ao menos no início do campeonato. “Eles têm o carro mais rápido. Não fosse o problema técnico em Bahrein, Vettel teria vencido a corrida”, diz Alonso.

E Hamilton acredita que a eficiência aerodinâmica do modelo RB06-Renault deve se manifestar ainda melhor nas duas etapas seguintes à de amanhã, os GPs da Malásia, dia 4, e da China, 18, “por serem disputados em traçados dotados de curvas mais velozes”. A respeito da corrida no circuito Albert Park, amanhã, Vettel viu que poderá, como em Bahrein, vencer, mas comentou: “Essa é uma pista que, em geral, há surpresas, é mais imprevisível, de resultado menos lógico. E nossos adversários, Ferrari, McLaren e Mercedes, mostraram estar bem perto. O segredo será largar bem, já que vimos em Bahrein que as ultrapassagens ficaram mais difíceis este ano.”

A largada da segunda prova do calendário, amanhã, será às 3 horas, horário de Brasília, 17 horas em Melbourne, e terá transmissão ao vivo da TV Globo.

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