Vettel larga na pole. Massa, em 2.º, na frente de Alonso, 3.º

liviooricchio

13 de março de 2010 | 11h49

13/III/10

Livio Oricchio, de Sakhir

Algumas das importantes perguntas que a pré-temporada deixou no ar começaram a ser respondidas ontem, no primeiro treino classificatório da temporada, no circuito de Sakhir, em Bahrein: a Red Bull e a Ferrari são as equipes mais rápidas com pouca gasolina. Sebastian Vettel, da Red Bull, obteve a primeira pole position do ano. Felipe Massa, da Ferrari, vai largar em segundo. Mas já ganhou a primeira batalha com o companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, duas vezes campeão do mundo, terceiro. “É ótimo disputar o meu primeiro GP depois de tudo o que me aconteceu no ano passado e mostrar que eu e a Ferrari estamos muito competitivos.” A largada do GP de Bahrein, hoje (domingo), será às 9 horas, horário de Brasília.

 Vettel, Massa e Alonso se apressaram em explicar que a classificação respondeu apenas algumas questões gerada pelo novo regulamento, que proíbe o reabastecimento durante a corrida. “Vamos aprender ao longo das 49 voltas da prova amanhã (hoje) quais são nossos novos desafios”, falou Vettel. “No ano passado, não respondíamos a volta que iríamos fazer o primeiro pit stop por motivos estratégicos. Agora, é porque não sabemos.”

Uma nova regra, agora, trouxe importante variável à corrida: os dez mais velozes, os que foram para a terceira parte da classificação, a Q3, têm de largar com o mesmo jogo de pneus da volta que registraram seu melhor tempo. E com exceção de Adrian Sutil, da surpreendente Force India, décimo ontem, que optou pelo pneus médios, os nove demais se classificaram com pneus supermacios, mais rápidos, mas menos resistentes, hoje, durante a corrida. É bom lembrar que os pilotos vão largar com o tanque cheio, cerca de 170 quilos de gasolina, o que submete os pneus a grandes esforços. “Não sabemos em que volta vamos parar. Vai depender de quanto os pneus aguentarem”, explicou Massa.

Reconheceu que os supermacios, escolhidos por nove dos dez primeiros perdem rapidamente desempenho com a temperatura ambiente de 34 graus, como ontem, e do asfalto, 47. Acredita-se que hoje os pilotos tenham de realizar o primeiro pit stop até a 15.ª volta, se tanto. E depois não será fácil manter-se até a bandeirada, ao final da 49.ª volta, com o jogo de pneus médios. Existe a possibilidade de três pit stops. As paradas nos boxes, este ano, para substituição dos pneus, ficarão na casa dos 4 segundos. A respeito de ter vencido a primeira batalha com Alonso, Massa foi político: “É sempre bom, lógico, mas o mais importante é que comprovamos o que os testes nos indicava, temos mesmo um grande carro. Resta ver como vai se comportar na corrida.”

 Na volta de Michael Schumacher à verdadeira competição, o treino de classificação, onde todos estão na mesma condição, os ensinamentos foram muitos: além de Mercedes e McLaren terem compreendido que ao menos nos 6.299 metros da pista de Sakhir estão um pouco atrás de Red Bull e Ferrari, todos viram que o piloto alemão, sete vezes campeão do mundo, poderá ter dificuldades este ano. A primeira delas dentro da Mercedes: Nico Rosberg, seu parceiro, foi mais rápido todo o fim de semana até agora. Hoje, enquanto Nico larga em quinto, Schumacher é o sétimo.

 E Schumacher fez ontem o que não se tem notícia de ter realizado: solicitou à equipe o gráfico de desempenho comparado dele e de Rosberg para compreender onde perdia tempo na volta lançada. Para a imprensa alemã, afirmou: “Foi minha primeira classificação, agora, não tirei tudo do carro.” Com as modificações introduzidas no GP de Bahrein o modelo W01 evoluiu. Nos testes, seu desempenho era inferior aos de Red Bull, Ferrari e McLaren. “As novidades tornaram o carro bem mais rápido”, afirmou Nico, que está deixando Schumacher preocupado.

Sua maior vantagem, hoje, aos 41 anos, é a experiência. “Ganhará a corrida quem tiver maior autonomia dos pneus”, comentou Schumacher. Assim como se esperava menos da Mercedes, diante dos resultados da pré-temporada, imaginava-se que a McLaren estivesse melhor. Lewis Hamilton larga em quarto e o atual campeão do mundo, Jenson Button, em oitavo. Hamilton se surpreendeu positivamente: “Quarto está bom, sabia que não tínhamos o ritmo de Red Bull e Ferrari, nos falta pressão aerodinâmica.” Button, acha que seu carro teve problemas. “Ficou mais difícil de pilotar em relação à sessão da manhã, saía demais de frente.”

 O Brasil teve também, ontem, Rubens Barrichello, da Williams, 11.º no grid, Lucas Di Grassi, Virgin, 22.º, e Bruno Senna, Hispania, 23.º. Seu companheiro, o indiano Karun Chandhok, fez história, ontem: foi o primeiro piloto a relizar o primeiro treino de um carro novo de um time estreante direto na sessão de classificação. A Fórmula 1 já foi mais exigente. Em especial com a segurança. Seu tempo foi 14 segundos pior que o de Vettel.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.