Volta de Schumacher caminha firme para ser um fracasso

liviooricchio

19 de abril de 2010 | 00h16

19/IV/10

Livio Oricchio, de Xangai

  Nico Rosberg, terceiro, é o vice-líder, com 50 pontos. Jenson Button, da McLaren, vencedor, 1.º, com 60. O companheiro de Rosberg na Mercedes, Michael Schumacher, 10.º ontem, é o 10., com 10. “Não estou acostumado com esses pneus intermediários”, justificou, ontem, o sete vezes campeão do mundo.

  Na próxima etapa do Mundial, dia 9 em Barcelona, a Mercedes terá um carro bastante diferente do atual. Mais longo entre-eixos para deslocar mais para a frente parte do peso e atenuar a forte tendência de sair de frente, característica principal alegada por Michael Schumacher por sua performance estar muito longe do imaginado por todos. Mas no paddock da Fórmula 1 há a nítida impressão de que o que se verá do alemão não é muito distinto do apresentado até agora. É provável de Norbert Haug, diretor da Mercedes, já esteja se perguntando se valeu a pena o investimento. Schumacher não é nem a sombra do que foi e, pior, ao que parece, a perspectiva não é das melhores. A volta do maior de todos os tempos caminha firme para ser um fracasso.

  O GP da China teve duelos espetaculares. Um deles aconteceu na entrada e dentro dos boxes, entre Lewis Hamilton, McLaren, e Sebastian Vettel, Red Bull. Percorreram os boxes lado a lado e foram advertidos. “Não entendi Lewis, eu estava um pouco a frente dele, chegou a tocar em mim”, disse, irritado, Vettel, 6.º.

 

  Lewis Hamilton sonhava correr com Michael Schumacher, bem como seu fã-confesso, Sebastian Vettel. Os dois ultrapassaram o supercampeão ontem. “Foi a primeira vez que duelamos, legal, divertido”, disse, rindo, respeitosamente, Hamilton. “Não dá para pensar nada na hora, só depois”, falou Vettel.

 

  Robert Kubica, da Renault, foi bom 5.º. Na Malásia, 4.º, e Austrália, 2.º. “Lamentei o segundo safety car, pois era 3.º e perdi a enorme vantagem sobre os demais.” O polonês correu com a bandeira da Polônia pintada do cockpit, em luto pela morte do seu presidente. Soma 40 pontos, 7.º, apenas um a menos de Massa.

 

  “Hora de a equipe (Red Bull) parar, compreender o que deu errado nas quatro primeiras etapas, e ser fazer valer mais a velocidade do nosso carro a partir de Barcelona, dia 9.” Esse foi o comentário de Christian Horner, seu diretor, ontem, depois de ver o time somar apenas 12 pontos diante de 43 da McLaren.

 

  O público oficial ontem no Circuito Internacional de Xangai foi de 85 mil pessoas. Talvez tivesse metade. O fato é que acabou o contrato com a FOM de Bernie Ecclestone. Se não for cobrado bem menos dos US$ 32 milhões por edição da prova, a China não vai renovar o contrato. É a mesma situação do GP da Turquia.

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