Webber se redime da classificação com brilhante corrida

liviooricchio

18 de abril de 2011 | 03h41

18/IV/11

Livio Oricchio, de Xangai

  As novas regras da Fórmula 1 favorecem desempenhos antológicos, como foi demonstrado por Mark Webber, da Red Bull, ontem, em Xangai. Sábado, o autraliano foi duramente criticado, depois da classificação, por superestimar, junto da sua equipe, a capacidade de realizar voltas rápidas com pneus duros. Resultado: como não tem o talento do companheiro, Sebastian Vettel, Webber não passou da primeira parte do treino e teve de largar em 18.º. Havia a sua frente, no grid, portanto, 17 adversários.

  Pois com exceção de Jaime Alguersuari, da Toro Rosso, que abandonou ainda na nona volta, de um total de 56, por perder a roda traseira direita, mal presa no pit stop, Webber ganhou nada menos de 14 posições, na pista ou nas operações de pit stop, para terminar o GP da China no pódio, num brilhante terceiro lugar.

  “Bem, ver a placa de 17.º colocado, na 15.ª volta, te leva a pensar que nada de bom vai te acontecer na corrida” disse o australiano que obteve um quinto e um quarto lugar diante de duas vitórias de Vettel na Austrália e Malásia. Antes do primeiro pit stop, ontem, ainda na décima volta, Webber errou e saiu da pista, o que deixava poucas esperanças de um bom resultado.

  “De repente, depois da parada, me senti confortável no carro, tinha alguns jogos de pneus macios novos, não usados na classificação, e as coisas começaram a melhorar”, explicou o piloto da Red Bull. Dispunha de quarto jogos de pneus macios novos, o que explica, junto com seu belíssimo trabalho, as séries impressionantes de voltas rápidas estabelecidas.

  Na 42.ª passagem, na caça a Nico Rosberg, da Mercedes, para ser sexto, Webber registrou 1min38s993, média de 198,2 km/h, a melhor da corrida, nada menos de 1 segundo e 422 milesimos mais rápido que Lewis Hamilton, McLaren, autor da segunda melhor volta. “Eu não desisti em nenhum momento”, disse Webber. Ocupa, agora, a quarta colocação no Mundial, com 37 pontos, contra 68 de Vettel, líder. Webber sabe que precisa, aos 34 anos, de uma grande temporada para ter seu contrato renovado no fim do ano.

*Texto atualizado às 19h27 de 19 de abril

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.