A vitória de Jason Collins contra o preconceito
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A vitória de Jason Collins contra o preconceito

Marcius Azevedo

21 de fevereiro de 2014 | 11h10

Há quase um ano, Jason Collins revelou ser homossexual. Era o primeiro jogador em atividade a revelar publicamente sua opção sexual entre os atletas das quatro maiores ligas americanas – NBA (basquete), NFL (futebol americano), MLB (beisebol) e NHL (hóquei).

À época, o pivô de 35 anos iria se tornar agente livre após passagem não muito promissora pelo Washington Wizards ao ser envolvido em uma troca pelo Boston Celtics.

Tabu no esporte, o assunto, claro, tomou conta do noticiário norte-americano e mundial. Collins foi elogiado pela postura corajosa. Até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para parabenizá-lo.

O resultado, em termos profissionais, não foi tão positivo. Collins ficou desempregado. Nenhuma equipe da NBA fez oferta oficial antes do início da temporada, em outubro, pouco tempo depois da revelação.

Preconceito? Todos disseram que não.

Jason Collins em ação pelo Washington na temporada passada (Reuters)

Mas Collins está muito próximo de obter mais uma vitória. O Brooklyn Nets admitiu interesse em contratá-lo. Sem conseguir fechar uma troca envolvendo um jogador de garrafão – o mercado para troca entre os times fechou na quinta-feira -, o gerente da equipe, Billy King, revelou que o pivô pode assinar um contrato de 10 dias.

O jogador, inclusive, treinou com o time de Nova Iorque no último final de semana e, segundo o relatório dos treinadores, está em excelente forma. O Los Angeles Clippers é outro que está interessado em contratá-lo nesta altura da temporada.

O corajoso Collins está muito próximo de ensinar mais uma lição ao mundo ao se tornar o primeiro jogador assumidamente  gay a jogar na NBA.

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