Apesar de vice, Bauru dá lição contra o Real
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Apesar de vice, Bauru dá lição contra o Real

Equipe brasileira faz duas partidas equilibradas e vence uma contra o poderoso time espanhol

Marcius Azevedo

28 de setembro de 2015 | 07h14

O Real Madrid confirmou o favoritismo e levou o Mundial de Clubes (Copa Intercontinental), o quinto título consecutivo da poderosa equipe espanhola, que já havia conquistado Euroliga, Liga ACB (Campeonato Espanhol), Copa do Rei e Supercopa da Espanha. Mas não foi assim tão fácil passar por Bauru.

A equipe brasileira provou que ninguém ganha nada apenas com nome. Não basta ter um elenco recheado de estrelas, com uma folha salarial superior até aos principais times de futebol do Brasil. É necessário suar o uniforme.

A transpiração (e organização, claro) fez Bauru virar de maneira espetacular o primeiro jogo na sexta-feira. Vitória por um ponto (91 a 90) depois de estar perdendo por 17 pontos de diferença. Uma lição no Real Madrid.

O triunfo serviu, obviamente, para despertar os espanhóis. O técnico Pablo Laso ligou o time no 220v para o segundo jogo, no domingo. A equipe entrou realmente pilhada. Não à toa fez o placar no primeiro quarto. A vantagem de nove pontos (24/15) foi fundamental para que o Real Madrid pudesse controlar o jogo, como adora fazer contra qualquer adversário.

No fim, após três períodos equilibrados, em que o Bauru não se entregou em nenhum momento, vitória por 91 a 79.

Llull, o MVP, sofre com marcação de Fischer (Divulgação)

Llull, o MVP, sofre com marcação de Fischer (Divulgação)

Bauru caiu de pé como se costuma dizer. O vice-campeonato mundial precisa ser comemorado pela equipe. Vencer o poderoso Real Madrid pelo menos uma vez só comprova que o trabalho (o investimento da Paschoalotto precisa continuar) realizado por lá está no caminho certo.

Guerrinha realmente se posiciona entre os melhores treinadores sul-americanos e, com certeza, se coloca na linha de sucessão na seleção brasileira.

Destaque também para o armador Ricardo Fischer. Para quem não conhecida (parecia ser o caso dos integrantes da comissão do Real Madrid, que ficaram impressionados com o desempenho do jovem jogador), ele comprovou que tem um futuro brilhante, com bons números (12 pontos e oito assistências no primeiro jogo e 26 pontos e seis assistências no jogo) enfrentando armadores realmente experientes, como Sergio Llull, eleito o MVP do Mundial.

Com um elenco forte (e bastante oneroso para o padrão do Brasil), Bauru, com certeza, pode repetir o feito da temporada passada e se manter como um papão de títulos. Quem sabe, desta vez, o NBB não escapa pelos dedos.

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