Após ato de indisciplina, Caboclo amadurece e tem de valorizar segunda chance
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Após ato de indisciplina, Caboclo amadurece e tem de valorizar segunda chance

Ala estava afastado da seleção desde agosto de 2017, quando se recusou a entrar em quadra durante jogo pela Copa América

Marcius Azevedo

13 de agosto de 2019 | 18h28

A frase ‘todos merecem uma segunda chance’ cabe como uma luva para explicar o retorno de Bruno Caboclo à seleção brasileira masculina após quase dois anos. O ala, atualmente no Memphis Grizzlies, foi chamado pelo técnico Aleksandar Petrovic para o Mundial da China e ficará no grupo de 12 jogadores que vão representar o Brasil na competição – o treinador croata tem de fazer um corte na lista.

O incidente que afastou o jogador neste período aconteceu no dia 26 de agosto de 2017. Naquela oportunidade, Caboclo se recusou a entrar em quadra no segundo quarto da partida contra o México, pela Copa América, quando o Brasil era dirigido por César Guidetti, atual auxiliar de Petrovic.


Petrovic encontrou com Caboclo nos Estados Unidos. Foto: Divulgação/CBB

O ala foi afastado pela Confederação Brasileira de Basquete, que notificou o Toronto Raptors, onde ele atuava na NBA, sobre o ato de indisciplina. Caboclo pediu desculpas aos companheiros nas redes sociais dias depois e enviou um e-mail para Guidetti.

A atitude condenável em quadra não foi o único problema com o jogador naquela Copa América. Caboclo trouxe dor de cabeça por outro motivo, mas, neste caso, o que aconteceu em Pindamonhangaba, local de preparação da seleção, fica em Pindamonhangaba.

O importante é que finalmente o jogador amadureceu. As atuações pelo Memphis Grizzlies na temporada de 2018-2019 da NBA convenceram Petrovic de que o ala merecia uma segunda chance. O treinador visitou Caboclo nos Estados Unidos e voltou com o nome dele confirmado na lista para o Mundial.

Pelo Memphis, Caboclo disputou 34 jogos (havia feito 35 nas quatro temporadas anteriores na NBA) e registrou médias de 8,3 pontos, 4,6 rebotes e um toco por jogo.

“Esperava coisas boas, meu basquete estava lá e acho que precisava só de uma boa oportunidade para mostrar meu potencial. Acho que o Memphis me deu tempo de quadra e confiou em mim, essa confiança me deixou mais solto para poder jogar meu basquete”, afirmou o jogador de 23 anos.

Apelidado de Kevin Durant brasileiro antes de entrar na NBA, quando ainda estava no Pinheiros, Caboclo, que foi titular nos dois amistosos contra o Uruguai, terá de provar que Petrovic não errou ao estender a mão para trazê-lo de volta à seleção.

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