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As lições aprendidas em Londres

Marcius Azevedo

13 de agosto de 2012 | 10h23

A demora em escrever este post sobre o fim das Olimpíadas foi por absoluta falta de tempo. E, claro, para não comentar aqui apenas sobre o que rolou na final entre Estados Unidos e Espanha.

A começar pela decisão da medalha de ouro, o que precisa ser dito é que os espanhóis lutaram bravamente para evitar o que era óbvio, mas não conseguiram. A seleção dos Estados Unidos (esqueçam esta história de Dream Team) sofreram, ficaram algumas vezes atrás do placar, mas, no fim, venceram por 107 a 100.

Destaque para o desempenho de Kevin Durant, que anotou 30 pontos na final. Com 156 pontos na Olimpíada, o ala do Oklahoma City Thunder se tornou o maior cestinha dos Estados Unidos em uma edição, ultrapassando Spencer Haywood, que fez 145 em 1968. Ele também é agora o maior em média de pontos, deixando para trás Adrian Dantley, que teve média de 19,3 em 1976.

Depois de conquistar seu primeiro título da NBA pouco antes dos Jogos, LeBron James também entrou para as estatísticas norte-americanas em Londres, ao se tornar o maior cestinha dos Estados Unidos em Olimpíadas.Ele superou os 270 pontos de David Robinson.

A Espanha, que foi acusada de entregar o jogo para o Brasil na fase de grupos – os franceses, eliminados pelos espanhóis nas quartas de final, foram os que mais reclamaram daquele resultado – para cruzar com os norte-americanos apenas na final, também está de parabéns.

A geração de Pau Gasol ganhou duas medalhas de prata olímpicas em Pequim-2008 e agora em Londres, além de conquistar o ouro no Mundial de 2006, no Japão. Isso sem contar duas conquistas europeias, em 2009 (Polônia) e 2011 (Lituânia).

Aos 32 anos, resta saber se o pivô, que jogou muito na final – fez 24 pontos, pegou oito rebotes e deu sete assistências – terá gás para estar na seleção espanhola nos Jogos de 2016. A torcida é para que isso aconteça.

Londres também assistiu muito provavelmente o fim da geração de ouro da Argentina. O quarto lugar acabou sendo pouco para Manu Ginobili, Luis Scola, Nocioni e companhia, ouro em Atenas-2004. A Rússia foi a responsável por sepultar o sonho dos argentinos de conquistar pelo menos o bronze.

Por fim, um comentário rápido sobre a seleção brasileira. A lição que ficou é que o Brasil tem bons jogadores, um excelente treinador – ainda bem que Rubén Magnano renovou o seu contrato -, mas ainda não dispõe de uma equipe. Por isso, caiu tão cedo.

O trabalho daqui até os Jogos do Rio precisa ser no sentindo de dar um suporte maior nas categorias de base, lapidar talentos e preparar um time forte, utilizando alguns dos jogadores que estiveram em Londres, para subir ao pódio em casa.

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