Aspecto financeiro venceu mais uma vez
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Aspecto financeiro venceu mais uma vez

Marcius Azevedo

25 de julho de 2013 | 10h08

Admito que não engoli o fato de Fluminense e Goiânia terem recebido convites para ingressar no NBB. Entendo que o ideal é sempre privilegiar o aspecto técnico.

Mas conversando com Ênio Vecchi, técnico do Palmeiras, na semana passada aqui na redação e ao ver o Joinville, coincidentemente ex-equipe do treinador palmeirense, desistir da próxima edição do NBB, estou quase convencido de que realmente o lado financeiro vem em primeiro lugar.

O Joinville, que disputou as cinco primeiras edições do NBB, queria um projeto para quatro anos, mas não conseguiu arrecadar nem 15% do valor (R$ 2,5 milhões anuais) para bancar uma equipe competitiva. É triste!

O próprio Palmeiras, de Ênio Vecchi, ficou ameaçado.

A Meltex, como repetiu muitas vezes, e com razão, o técnico do Palmeiras, em sua visita, foi quem salvou o clube de encerrar suas atividades. Ele disse ainda que concorda com os convites. O bonde pode não passar duas vezes.

Diferentemente de Joinville, Fluminense e Goiânia estão com dinheiro para formatarem equipes competitivas. Então, apesar de preferir o aspecto técnico, tenho de me curvar diante desta dura realidade do basquete nacional. O lado financeiro venceu mais uma.

Sem o time catarinense, o NBB6 agora fica com 20 equipes. Pena termos perdido o único representante do Sul do País. Vamos aguardar para saber se teremos mais alguma desistência até o início da competição.

Time de Joinville em ação contra o campeão Flamengo no NBB5

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