Chance de mais um vexame para o basquete brasileiro
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Chance de mais um vexame para o basquete brasileiro

Magnano convocou para o Pan, mas ainda não sabe se vai comandar o time por causa da indefinição da vaga na Olimpíada

Marcius Azevedo

26 de maio de 2015 | 09h23

O técnico Rubén Magnano convocou 12 jogadores para representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos – o torneio masculino será disputado de 21 de julho (terça-feira) até 25 de julho (sábado). O grupo é forte, com jogadores que atuam na Europa, destaques do NBB (veja aqui)… Até aí, nenhum problema. O problema é que há uma situação constrangedora que aflige o basquete brasileiro. O argentino ainda não sabe se estará ao lado da quadra para comandar o time.

A indefinição é por causa da postura da Fiba em não confirmar se o país terá vaga direta na Olimpíada. A entidade faz jogo duro para pressionar o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Carlos Nunes. A CBB nega, mas, os comentários extraoficiais, são de que há uma dívida ainda relacionado ao convite que o Brasil recebeu para disputar o Mundial da Espanha.

Com isso, Magnano terá de aguardar até o dia 30 de junho, data em que os dirigentes da Fiba prometem tomar uma decisão definitiva, para saber se embarca para Toronto, local do Pan-Americano, ou fica em São Paulo para preparar (outro) time para buscar uma vaga na Copa América. O torneio na Cidade do México começa no dia 31 de agosto.

Magnano em visita ao Estadão antes do Mundial da Espanha (Nilton Fukuda)

Magnano em visita ao Estadão antes do Mundial da Espanha (Nilton Fukuda)

O transtorno será menor em caso de confirmação da vaga. Magnano comanda o time no Pan e leva o mesmo grupo (ou praticamente o mesmo) para a Copa América, poupando os atletas da NBA. Caso contrário, José Neto, técnico do Flamengo e auxiliar da seleção, será o técnico em Toronto (o que, tecnicamente, não será um grande problema) e o argentino coloca o plano B em prática.

O problema (um grande problema, aliás) será se o tal plano B não for o adequado. Os jogadores da NBA vão participar da Copa América? Difícil acreditar. Sem força máxima, o risco de não conseguir se classificar é real. E o vexame de ficar fora da Olimpíada em casa seria o maior do basquete brasileiro.

Alguma coisa pode mudar este cenário até o dia 30 de junho? Quase impossível.

Neste momento, o placar aponta dois pontos de diferença para o adversário e restam poucos segundos no cronômetro para o fim do jogo. É torcer para que o arremesso de três, já no desespero, salve o basquete brasileiro de mais uma situação vexatória.

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